NARRATIVAS DE SUJEITOS DO CAMPO: O POTENCIAL PEDAGÓGICO DA MEMÓRIA E DA IDENTIDADE
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i4.25889Palavras-chave:
Narrativas orais. Educação do Campo. Memória. Identidade e cultura. Formação de professores. Análise Textual Discursiva. Amazônia Paraense.Resumo
Este artigo apresenta uma pesquisa de abordagem Narrativa que investiga o potencial pedagógico das narrativas de vida de sujeitos do campo de uma comunidade rural da Amazônia Paraense. A partir de entrevistas semiestruturadas realizadas com três colaboradores (um caminhoneiro, uma professora e um professor), emergem trajetórias marcadas pela migração inter-regional, pela luta por terra e educação e pela construção de identidades híbridas no contexto da colonização recente da floresta amazônica. O referencial teórico articula quatro eixos: Paulo Freire (dialogicidade, conscientização e saberes de experiência feito), Boris Cyrulnik (resiliência e narrativa autobiográfica como ato de recomposição), Tomás Tadeu da Silva (identidade, diferença e representação) e Néstor García Canclini (hibridismo cultural e culturas populares). O processo analítico seguiu o protocolo da ATD em três etapas: unitarização, categorização e construção do metatexto, resultando em 87 unidades de significado agrupadas em três categorias emergentes nomeadas: (1) Migração, terra e pertencimento; (2) Educação como resistência e emancipação; (3) Resiliência, hibridismo e recomposição identitária. Os resultados apontam para a fertilidade pedagógica das histórias de vida como dispositivos de educação popular, formação docente e currículo culturalmente situado, com implicações diretas para as práticas escolares e para a formação inicial e continuada de professores da Educação do Campo.
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