A INSERÇÃO DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES NO TRÁFICO DE DROGAS E A CULTURA DE NATURALIZAÇÃO DA CRIMINALIDADE
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i4.25868Palavras-chave:
Tráfico de drogas. Adolescentes. Crianças. Criminalidade. Cultura.Resumo
O presente trabalho analisa o alarmante fenômeno da inserção de crianças e adolescentes no tráfico de drogas, discutindo os fatores sociais, culturais, psicossociais e jurídicos que contribuem para a seu crescimento. Observa-se que a expansão do tráfico de drogas no Brasil encontra terreno fértil em processos de banalização da criminalidade que, conforme demonstra Garland (2001), são historicamente construídos e atravessados por transformações institucionais e políticas que moldam as percepções sociais sobre o crime, tornando insuficientes interpretações homogêneas dos discursos que permeiam esse campo. A pesquisa sustenta que a participação de crianças e adolescentes no tráfico de drogas não pode ser vista apenas como um fenômeno social inevitável, mas como resultado de múltiplos fatores que incluem a fragilização do sistema penal, a omissão estatal e as condições estruturais de produção da violência. A perpetuação da violência, como demonstra Wacquant (2008) ao analisar a marginalidade urbana avançada, articula-se ao papel das estruturas sociais e estatais na reprodução das condições que favorecem a criminalidade, colocando em risco o futuro das novas gerações.
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