DO BLOQUEIO ECONÔMICO AO SEQUESTRO PRESIDENCIAL: UNILATERALISMO POLÍTICO, EROSÃO DO MULTILATERALISMO E A VIOLAÇÃO DA SOBERANIA VENEZUELANA NO IMPERIALISMO ESTADUNIDENSE CONTEMPORÂNEO
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i4.25677Palavras-chave:
Autodeterminação. Coerção. Imperialismo. Soberania. Venezuela.Resumo
A pesquisa analisa a invasão do território venezuelano em 3 de janeiro de 2026 e o sequestro do chefe de Estado como eventos que revelam a combinação entre coerção econômica, flexibilização jurídica e uso direto da força na reconfiguração contemporânea do imperialismo. O estudo examina como sanções, bloqueios financeiros e ações militares produzem erosão sistemática da soberania venezuelana ao remodelar instituições, interferir na governabilidade e gerar ambientes sociais marcados por instabilidade que atravessam práticas cotidianas e redes de sobrevivência. A investigação estabelece como objetivo central compreender em que medidas tais mecanismos se articulam para transformar o país em laboratório de estratégias hegemônicas que utilizam instrumentos econômicos e operações extraterritoriais para impor rearranjos que ampliam vulnerabilidades estatais. A metodologia, fundamentada em pesquisa bibliográfica e análise documental, identifica dinâmicas que conectam dependência estrutural, pressões geopolíticas e reinterpretações seletivas do direito internacional empregadas para justificar intervenções que fragmentam limites normativos. A conclusão preliminar indica que a invasão e a captura presidencial não constituem episódios isolados, mas momentos de um processo contínuo que amplia práticas de coerção global, projeta riscos para outras regiões e sinaliza expansão de disputas envolvendo territórios estratégicos após 2026, reforçando a necessidade de revisão crítica dos mecanismos internacionais de proteção estatal.
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