PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DA HOLOPROSENCEFALIA NO BRASIL (2007-2024): ESTUDO ECOLÓGICO BASEADO EM DADOS DO SINASC/DATASUS
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i4.25674Palavras-chave:
Holoprosencefalia. Holoprosencefalia Alobar. Anomalia Congênita. Deformidades faciais.Resumo
A holoprosencefalia é uma anomalia congênita encefálica caracterizada pela falha na divisão do cérebro em hemisférios distintos nas primeiras semanas de gestação, podendo causar defeitos cerebrais e faciais. Apesar de sua relevância clínica, há escassez de dados epidemiológicos no Brasil. Este estudo teve como objetivo descrever o perfil epidemiológico da holoprosencefalia no país, considerando ano de nascimento, faixa etária materna e distribuição geográfica. Trata-se de um estudo ecológico retrospectivo, com dados do SINASC/DATASUS, incluindo nascidos vivos com diagnóstico de holoprosencefalia (CID-10: Q04.2) entre 2007 e 2024. As variáveis analisadas foram ano de nascimento, idade materna e região de residência, utilizando estatística descritiva. Foram identificados 193 casos no período, com ausência de registros entre 2007 e 2009 e ocorrência a partir de 2010. Observou-se variação temporal, com maior concentração em anos intermediários e redução recente. A maior frequência ocorreu entre mães de 20 a 34 anos, seguidas por 15 a 19 e 35 a 39 anos, sendo menos comum entre 40 e 44 anos. A região Sudeste apresentou maior número de casos, seguida por Nordeste e Sul. Conclui-se que há distribuição heterogênea da condição no Brasil, com possível subnotificação. Os resultados reforçam a necessidade de aprimorar registros e vigilância epidemiológica.
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