CONDUTAS E PROCEDIMENTOS NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE PARA O RASTREAMENTO DE DOENÇAS CRÔNICAS NÃO TRANSMISSÍVEIS: UMA REVISÃO INTEGRATIVA DA LITERATURA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i7.25612Palavras-chave:
Atenção Primária à Saúde. Doenças Crônicas Não Transmissíveis. Hipertensão Arterial. Diabetes Mellitus. Dislipidemias. Rastreamento.Resumo
Introdução: As doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) — com destaque para a hipertensão arterial sistêmica (HAS), o diabetes mellitus (DM) e as dislipidemias — representam a principal causa de morbimortalidade no Brasil e no mundo, sendo responsáveis por parcela crescente dos DALYs globais. A Atenção Primária à Saúde (APS) constitui o locus privilegiado para o rastreamento precoce e o manejo longitudinal dessas condições; contudo, persiste expressiva lacuna entre as recomendações baseadas em evidências e a prática clínica cotidiana. Objetivo: Analisar as evidências científicas disponíveis sobre as condutas e procedimentos recomendados na APS para o rastreamento da HAS, do DM e das dislipidemias em adultos, identificando barreiras, intervenções eficazes e estratégias para melhoria da detecção precoce. Questão norteadora PICO: Em adultos atendidos na APS (P), quais condutas e procedimentos de rastreamento (I) estão associados à detecção precoce e ao controle adequado de HAS, DM e dislipidemias (O), conforme as evidências publicadas entre 2021 e 2026 (T)? Métodos: Revisão integrativa da literatura nas bases PubMed/MEDLINE e BVS (que inclui LILACS), abrangendo publicações de 2021 a 2026, conduzida conforme as recomendações PRISMA 2020. Resultados: Foram incluídos 25 estudos provenientes de múltiplos países e contextos. A HAS permanece como o segundo maior fator de risco atribuível global (7,8% dos DALYs segundo o GBD 2021) e o maior quando considerada a PA sistólica elevada no GBD 2023 (8,4%). O rastreamento comunitário de DM2 por glicemia point-of-care demonstrou factibilidade em 33 estudos de 13 países. Apenas 2,6–6,7% dos pacientes elegíveis na APS brasileira recebem estatinas. Sistemas de apoio à decisão clínica (CDSS) e a iniciativa HEARTS 2.0 melhoraram significativamente o controle pressórico. Intervenções comunitárias educativas e digitais reduziram a PAS em 4–7 mmHg em populações vulneráveis. Conclusão: A APS necessita de protocolos integrados, equipes multiprofissionais e tecnologias de apoio para elevar as taxas de rastreamento e controle das DCNT, especialmente no contexto do SUS.
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