BIOMEDICINA, NEOLIBERALISMO E MEDICALIZAÇÃO DA INFÂNCIA: A ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE COMO UM TERRITÓRIO EM DISPUTA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i5.25427Palavras-chave:
Medicalização da infância. Racionalidade biomédica. Atenção Primária à Saúde.Resumo
Percebe-se o aumento expressivo de diagnósticos psiquiátricos no Brasil, especialmente no campo da infância, configurando um processo que tem sido chamado de medicalização da infância. O aumento crescente de encaminhamento de crianças aos serviços de saúde motivados por queixas de comportamentos no âmbito escolar e busca por diagnósticos que os definam faz dessa uma questão relevante a ser estudada no campo da saúde pública. Assim, o presente trabalho tem como objetivo compreender de que modo a incidência das racionalidades biomédica e neoliberal na Atenção Primária à Saúde (APS) produz modos de conceber e cuidar da infância atualmente, com efeitos na produção de saúde e subjetividade. Para isso, a pesquisa partiu de uma revisão narrativa de literatura. Conclui-se que a APS se configura como um território de tensionamento entre os princípios do SUS e a hegemonia da racionalidade biomédica que, articulada ao ideário neoliberal, tende a individualizar as questões de saúde e normatizar os corpos e condutas. A centralidade no diagnóstico pode produzir efeitos de captura das experiências da infância, reduzindo questões políticas e sociais ao aspecto biológico. Portanto, torna-se importante resgatar os princípios do SUS para uma clínica ampliada e contextualizada.
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