A EFICÁCIA DOS SMARTWATCHES NO RASTREIO DA FIBRILAÇÃO ATRIAL: BENEFÍCIOS CLÍNICOS E O RISCO DE SOBREDIAGNÓSTIC
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i4.25388Palavras-chave:
Fibrilação Atrial. Dispositivos Vestíveis. Diagnóstico Precoce. Medicalização Excessiva. Prevenção.Resumo
Esse artigo buscou analisar a literatura recente sobre a eficácia clínica do uso de dispositivos vestíveis (smartwatches) no rastreio e diagnóstico precoce da fibrilação atrial na população geral, contrapondo os benefícios da prevenção de eventos tromboembólicos com os riscos associados ao sobrediagnóstico. A metodologia empregada consistiu numa revisão integrativa da literatura realizada através das bases de dados PubMed/MEDLINE, LILACS e SciELO, englobando ensaios clínicos randomizados, revisões sistemáticas e estudos observacionais publicados entre os anos de 2021 e 2026. Os principais resultados encontrados demonstram que, embora os algoritmos baseados em fotopletismografia e eletrocardiogramas de derivação única apresentem uma alta sensibilidade na deteção de arritmias, o seu uso indiscriminado por indivíduos assintomáticos e de baixo risco gera alertas falsos-positivos, ansiedade e um aumento substancial de exames complementares desnecessários. Conclui-se que os smartwatches representam um avanço tecnológico inegável para a monitorização contínua; contudo, a sua integração na prática clínica exige o desenvolvimento de protocolos rigorosos para mitigar a medicalização excessiva, devendo o rastreio ser preferencialmente direcionado para populações com um risco cardiovascular previamente estabelecido.
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