COMPLICAÇÕES OBSTÉTRICAS E NEONATAIS ASSOCIADAS AO DIABETES E SOBREPESO/OBESIDADE EM GESTANTES ATENDIDAS EM UM CENTRO ESTADUAL DE ESPECIALIDADES
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i5.25364Palavras-chave:
Gestação de alto risco. Atendimento multidisciplinar. Complicações. Assistência pré-natal. Monitoramento.Resumo
Objetivo: Avaliar o perfil de gestantes portadoras de diabetes e/ou com sobrepeso/obesidade, bem como seus desfechos maternos e neonatais, atendidas em um Centro Estadual de Atenção Especializada (CEAE), que atende a 10 municípios de umamiicrorregião de saúde, no período de 2015 a 2021. Métodos: Este estudo adotou uma abordagem descritiva para examinar o perfil das gestantes e os desfechos associados a diabetes mellitus e/ou sobrepeso/obesidade. A análise focou na caracterização das condições clínicas e epidemiológicas das gestantes e nos desfechos maternos e neonatais. Os dados foram extraídos de prontuários médicos e registros clínicos de um Centro Estadual de Atendimento Especializado, com coleta de informações sóciodemográficas e contato telefônico subsequente para análise dos desfechos perinatais e maternos. Resultados: O estudo revelou alta prevalência de cesarianas (87,5%) entre gestantes. A pré-eclâmpsia afetou 35,3% da amostra, com incidências similares entre os grupos. Tromboembolismo venoso ocorreu em 4,2% da amostra total. Hemorragia materna durante a gestação foi observada em 7,6% da amostra, destacando-se 27,3% destas em gestantes com DM tipos I ou II. Prematuridade foi observada em 18,5% dos bebês, com maior incidência em gestantes com DM tipos I ou II (45,5%). Macrossomia fetal ocorreu em 6,1% dos bebês de gestantes com diabetes gestacional. Complicações neonatais incluíram síndrome de desconforto respiratório (19,5%) e malformações congênitas (6,7%). A necessidade de UTI neonatal foi de 18,5% dos bebês, com maior proporção em gestantes com DM tipos I ou II (36,4%). Óbito fetal foi observado em 4% das gestantes estudadas. Das gestantes analisadas, 59,1% (n=71) receberam atendimento de equipe interdisciplinar composta por no mínimo cinco profissionais de saúde. Não foi possível observar diferenças estatísticas significante entre os grupos, ao nível de 5%. Conclusão: O tipo de parto cesariana, a pré-eclâmpsia, a hemorragia materna, a prematuridade, a síndrome do desconforto respiratório e a necessidade de UTI neonatal apresentaram-se de forma expressiva na amostra investigada. Ademais, a hemorragia na gestação, a macrossomia, a síndrome do desconforto respiratório e a malformação congênita ocorreram em maior prevalência em bebês de gestantes com diabetes pré-gestacional, apesar de não ter sido verificada diferença estatística significante entre os grupos. Os achados obtidos sobre o perfil dessas gestantes poderão subsidiar os serviços de saúde para o planejamento de estratégias direcionadas, visando aprimorar a qualidade da assistência prestada e reduzir a morbimortalidade infantil.
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