PERFIL EPIDEMIOLÓGICO E CLÍNICO DOS PACIENTES COM MELANOMA TRATADOS COM IMUNOTERAPIA NO PARANÁ ENTRE OS ANOS DE 2018 E 2024
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i3.25318Palavras-chave:
Melanoma. Imunomodulação. Taxa de Sobrevida. Paraná.Resumo
Introdução: O melanoma é um tipo agressivo de câncer de pele, cuja incidência tem aumentado progressivamente no Brasil, especialmente entre pessoas de pele clara. A introdução da imunoterapia no Sistema Único de Saúde (SUS) a partir de 2018 representou um marco no tratamento da doença, com novas perspectivas de sobrevida e qualidade de vida. Objetivo: Este estudo teve como objetivo analisar o perfil clínico e epidemiológico dos pacientes com melanoma no estado do Paraná entre 2018 e 2024, observando o impacto da adoção da imunoterapia. Metodologia: Trata-se de uma pesquisa descritiva, quantitativa e retrospectiva, com dados extraídos do DATASUS e do INCA. Foram avaliadas variáveis como idade, sexo, raça/cor e tipo de tratamento utilizado. Resultados: No período analisado, foram registrados 3.479 casos. A maior parte dos pacientes tinha 60 anos ou mais (53,3%) e era da cor branca (82,3%). A distribuição entre os sexos foi equilibrada, com ligeira predominância masculina (50,2%). Observou-se uma redução considerável na aplicação da quimioterapia, de 167 casos em 2018 para 54 em 2024, e um aumento expressivo no uso combinado de cirurgia e imunoterapia, de 2 para 44 casos. Os resultados sugerem uma tendência positiva no manejo do melanoma, com crescente utilização de terapias menos tóxicas e mais eficazes. Conclusão: O avanço da imunoterapia no SUS tem contribuído para transformar o panorama do tratamento do melanoma no Paraná, reforçando a necessidade de políticas públicas voltadas ao diagnóstico precoce e à ampliação do acesso a terapias inovadoras.
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