ESTABILIDADE À OXIDAÇÃO DO DIESEL E BIODIESEL NA REGIÃO NORTE DO BRASIL: DESAFIOS E RISCOS À QUALIDADE DOS COMBUSTÍVEIS
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i3.25263Palavras-chave:
Estabilidade à Oxidação. Diesel. Biodiesel. Região Norte.Resumo
O presente artigo analisa a estabilidade à oxidação do diesel, do biodiesel e de suas misturas na Região Norte do Brasil, com foco nas cidades de Manaus e Belém. O objetivo principal consiste em avaliar comparativamente o comportamento oxidativo de diferentes amostras de diesel, biodiesel e blendas, destacando os riscos para qualidade desses combustíveis em condições típicas da região. A metodologia combina revisão bibliográfica e pesquisa de campo, incluindo coleta de amostras em distribuidoras locais e ensaios laboratoriais segundo normas EN 14112 e EN 15751. Os resultados mostram que, embora o diesel mineral apresente elevada resistência à oxidação, o aumento do teor de biodiesel nas misturas reduz significativamente a estabilidade oxidativa, com médias de aproximadamente 13 h para o biodiesel e 20 h para o diesel B15. Em Manaus, a logística fluvial e a elevada umidade favoreceram valores mais baixos, em comparação a Belém. As discussões evidenciam que combustíveis menos estáveis aumentam a acidez, estimulam corrosão, favorecem crescimento microbiano e encurtam a vida útil do produto. Conclui-se que o avanço da mistura obrigatória de biodiesel demanda estratégias de aditivação, monitoramento contínuo e atualização das normas técnicas, a fim de assegurar desempenho adequado e confiabilidade da qualidade desses combustíveis no contexto brasileiro.
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