ANÁLISE COMPARATIVA COM PERFIL FEMININO DA MORBIMORTALIDADE MASCULINA POR CAUSAS EXTERNAS NO BRASIL: ESTUDO ECOLÓGICO
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i3.25257Palavras-chave:
Mortalidade. Masculinidades. Causas externas.Resumo
Este artigo analisou o perfil e a tendência temporal da mortalidade por causas externas no Brasil entre 2019 e 2023, considerando desigualdades por sexo, idade, região e raça/cor. Trata-se de um estudo epidemiológico ecológico, descritivo e de série temporal, com dados secundários do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM/DATASUS) e das populações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Foram estimadas frequências e taxas por 1.000 habitantes segundo sexo, macrorregião e faixa etária. A tendência foi avaliada por regressão linear simples, adotando-se p<0,05. Entre 2019 e 2023, registraram-se 642.474 óbitos por causas externas, com predomínio masculino (84,5%). As taxas masculinas permaneceram elevadas e estáveis (1,35–1,40/1.000), enquanto as femininas apresentaram leve crescimento (0,22 para 0,26/1.000). O Nordeste concentrou a maior proporção de óbitos masculinos (34,0%), e os jovens de 20–39 anos foram os mais afetados. Entre homens, destacaram-se agressões (37,0%) e acidentes de transporte (25,3%), com maior vulnerabilidade entre pretos e pardos (66,4%). Conclui-se que há sobremortalidade masculina persistente e desigualdades regionais e raciais, indicando a necessidade de políticas intersetoriais e estratégias de cuidado específicas para reduzir tais iniquidades.
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