A EDUCAÇÃO FÍSICA COMO FISSURA NO ENGESSAMENTO DAS ROTINAS: UMA CRÍTICA À ESCOLARIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO INFANTIL
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i3.25256Palavras-chave:
Educação Física. Educação Infantil. Rotina. Escolarização. Corporeidade.Resumo
Este artigo problematiza a configuração das rotinas nas instituições de Educação Infantil (EI) que as reduzem a cronogramas burocráticos e mecânicos, processo identificado como um engessamento cotidiano. Através de uma perspectiva crítica, analisa-se como a Educação Física (EF) pode atuar como uma "fissura" nesse modelo, combatendo a escolarização precoce do corpo infantil. Fundamentado nas contribuições de Maria Carmen Barbosa e Rosa Batista sobre a categoria pedagógica da rotina, e nas perspectivas de Léa Tiriba, Judit Falk, Tarcísio Mauro Vago e Deborah Sayão sobre a corporeidade e o movimento, o estudo defende que a EF deve consolidar-se como o espaço-tempo do protagonismo e da autonomia. Conclui-se que, ao romper o "emparedamento" institucional e respeitar a iniciativa motora da criança, a Educação Física devolve ao bebé e à criança pequena a sua condição de sujeito integral, subvertendo a lógica da mera contenção corporal. A metodologia consiste numa pesquisa bibliográfica qualitativa de cunho crítico-analítico.
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