EPIDEMIOLOGIA DO ZIKA VÍRUS EM GESTANTES NO BRASIL: ANÁLISE DESCRITIVA ENTRE OS ANOS DE 2016 A 2025
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i3.25018Palavras-chave:
Gestantes. Zika Vírus. Brasil.Resumo
Introdução: A infecção pelo vírus Zika apresenta elevada taxa de casos assintomáticos, mas pode causar complicações neurológicas e graves desfechos gestacionais, incluindo a síndrome congênita do Zika. Objetivo: Analisar a epidemiologia dos casos de infecção pelo vírus Zika em gestantes, notificados no Brasil entre 2016 e 2025. Métodos: Estudo epidemiológico observacional, ecológico, quantitativo e transversal, com dados secundários do SINAN, avaliando variáveis como região, unidade federativa, faixa etária, critério de confirmação diagnóstica e classificação. Resultados: No período estudado, a proporção de gestantes entre as notificações alcançou o máximo de 19,2% em 2017, com declínio progressivo até o mínimo de 3,6% em 2025. Predominaram as notificações no segundo trimestre (36,6%), na região Sudeste (44,9%) e no intervalo de 20-39 anos (81,3%). A confirmação laboratorial destacou-se entre os critérios diagnósticos, abrangendo 59,0% do total, ao passo que apenas 26,7% de casos foram confirmados. Conclusão: Os achados deste estudo aprofundam a compreensão da epidemiologia da infecção pelo vírus Zika em gestantes no Brasil, contribuindo para o direcionamento de políticas públicas voltadas à redução dos desfechos materno-fetais adversos e fornecendo subsídios para aprimorar estratégias de vigilância, prevenção e cuidado pré-natal.
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