MORFOANATOMIA FOLIAR DE ESPÉCIES VEGETAIS EM AFLORAMENTO ROCHOSO ‘PEDRA DOS SOARES’ NO ESPÍRITO SANTO
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i3.24841Palavras-chave:
Luminosidade. Adaptações. Morfoanatomia.Resumo
Os afloramentos rochosos caracterizam-se por condições ambientais extremas, como alta incidência solar, elevadas temperaturas e baixa disponibilidade hídrica, fatores que influenciam diretamente a morfologia, anatomia e fisiologia das espécies vegetais. No Brasil, especialmente no Espírito Santo, essas formações apresentam grande diversidade florística, embora ainda sejam pouco estudadas. Este estudo analisou cinco espécies ocorrentes na Pedra dos Soares, em Ponto Belo – ES (Anthurium coriaceum, Cyrtopodium sp., Goeppertia makoyana, Mandevilla grazielae e Philodendron edmundoi), com o objetivo de comparar caracteres morfoanatômicos e fisiológicos em função da incidência solar e da temperatura. Foram avaliadas temperatura foliar e do solo, intensidade luminosa, biometria e anatomia foliar, além da concentração de pigmentos fotossintéticos. Mandevilla grazielae apresentou maior temperatura foliar (40,1°C) e maior incidência luminosa (100,7 klux), indicando adaptações como cutícula espessa e elevada densidade estomática. Anthurium coriaceum registrou menores valores, evidenciando características de ambientes sombreados. Diferenças estruturais, como a presença de pulvino em A. coriaceum e G. makoyana, sugerem mecanismos de regulação da exposição solar. Variações na organização do mesofilo e nos teores de clorofilas e carotenoides demonstram estratégias fisiológicas distintas. Conclui-se que a plasticidade morfoanatômica é fundamental para a sobrevivência nessas condições adversas.
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