OS IMPACTOS DO USO EXCESSIVO DE TELAS NO DESENVOLVIMENTO INFANTIL: UM ESTUDO DE CASO-CONTROLE
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i3.24809Palavras-chave:
Saúde mental. Interações sociais. Comportamento infantojuvenil.Resumo
Esse artigo buscou analisar os impactos do uso excessivo de telas no desenvolvimento infantil, considerando as dimensões cognitivas, emocionais, sociais e de saúde. Trata-se de uma pesquisa de natureza qualitativa, realizada por meio de uma revisão bibliográfica estruturada segundo um modelo adaptado de estudo de caso-controle. Foram selecionadas 25 fontes publicadas entre 2001 e 2025, organizadas em dois grupos: estudos que apontam prejuízos associados ao uso de telas (caso) e estudos que sugerem efeitos neutros ou benéficos sob determinadas condições (controle). Os resultados indicam que o uso prolongado de dispositivos eletrônicos está relacionado a atrasos no desenvolvimento da linguagem, distúrbios do sono, dificuldades comportamentais, redução das interações sociais e familiares, além de alterações na autoestima e na autorregulação emocional. Por outro lado, quando utilizado de forma moderada, com supervisão parental e objetivos educativos, o uso de telas pode gerar benefícios pontuais. A análise evidencia a relevância do contexto e da mediação familiar no uso das tecnologias. Conclui-se que estratégias de orientação voltadas a pais, educadores e profissionais de saúde são fundamentais para minimizar os efeitos adversos e promover um desenvolvimento infantil saudável, equilibrado e consciente em um ambiente digital cada vez mais presente.
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