BARREIRAS PERCEBIDAS PARA MOBILIZAÇÃO PRECOCE DE PACIENTES IDOSOS INTERNADOS EM UMA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA NO PÓS-OPERATÓRIO DE CIRURGIAS
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i5.24708Palavras-chave:
Mobilização precoce. Unidade de terapia intensiva. Idosos.Resumo
O objetivo deste estudo foi identificar as barreiras enfrentadas por fisioterapeutas na aplicação de protocolos de mobilização precoce em pacientes idosos no pós-operatório de cirurgias eletivas internados em unidade de terapia intensiva (UTI). Trata-se de um estudo quantitativo, observacional, transversal e retrospectivo, baseado na análise de prontuários entre fevereiro de 2023 e fevereiro de 2024. Foram incluídos 203 pacientes com idade ≥60 anos, com predominância masculina (54,19%) e média de internação de 6,4 dias. A mobilidade foi avaliada diariamente pela Intensive Care Unit Mobility Score (IMS). As principais barreiras identificadas foram ordens de repouso no leito (38,68%) e sedação (15,89%). Observou-se evolução funcional, com 49,26% dos pacientes atingindo IMS 3 em média de 5,5 dias. A mortalidade foi de 4,43%, sendo hipotensão e hipertensão os eventos adversos mais frequentes. Houve variação no tempo de recuperação conforme o tipo de cirurgia. Conclui-se que barreiras clínicas e institucionais impactam negativamente a mobilização precoce, favorecendo imobilidade prolongada e suas complicações. A IMS mostrou-se eficaz na avaliação funcional, destacando a importância de estratégias interprofissionais para otimizar a reabilitação em UTIs com alta prevalência de idosos.
Downloads
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Categorias
Licença
Atribuição CC BY