ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL: ASPECTOS CLÍNICOS E REPERCUSSÕES NEUROLÓGICAS
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i4.24588Palavras-chave:
Acidente Vascular Cerebral. Mortalidade Hospitalar. Fatores de Risco. Epidemiologia. Hospitalar.Resumo
O objetivo deste estudo foi analisar os fatores clínicos, sociodemográficos e assistenciais associados ao óbito hospitalar em pacientes internados por acidente vascular cerebral (AVC) em hospital público do norte do Espírito Santo.Métodos: Estudo transversal com 196 pacientes internados por AVC isquêmico ou hemorrágico no Hospital Roberto Arnizaut Silvares. Os dados foram coletados por meio de prontuário eletrônico, utilizando formulário padronizado. Avaliaram-se variáveis demográficas, comorbidades, tipo de AVC, sintomas iniciais, tempos de atendimento, tempo de internação e desfecho hospitalar. Realizou-se análise descritiva e regressão logística para estimar razões de chances (OR) brutas e ajustadas (IC95%), adotando-se p<0,05. Resultados: A maioria dos pacientes era do sexo masculino (55,9%), com idade entre 61 e 80 anos. O AVC isquêmico foi predominante (85,1%), porém o hemorrágico associou-se a maior mortalidade. Após ajuste, permaneceram associados ao óbito o AVC hemorrágico (ORa=3,53; IC95%:1,61–7,71), rebaixamento do nível de consciência (ORa=4,52; IC95%:1,98–10,29) e tempo de internação ≥3 dias (ORa=3,93; IC95%:1,14–13,56). Conclusão: O AVC hemorrágico, o rebaixamento de consciência e maior tempo de internação foram preditores independentes de óbito hospitalar. Os achados reforçam a necessidade de aprimorar protocolos assistenciais em contextos regionais, embora o delineamento transversal limite inferências causais.
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