ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL: ASPECTOS CLÍNICOS E REPERCUSSÕES NEUROLÓGICAS

Autores

  • Wena Dantas Marcarini
  • Valério Garrone Barauna Universidade Federal do Espírito Santo
  • João Paulo Cola Universidade Federal do Espírito Santo
  • Angelina Rafaela Debortoli Spinasse Centro Universitário Vale do Cricaré
  • Juliana Feiman Sapiertein Silva UNESP
  • Mateus Felipe Eccel Nunes Universidade Federal do Espírito Santo
  • Claudio Manoel Soares Nunes COPPEA
  • Paula Paraguassú Brandão Universidade Estácio de Sá

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i4.24588

Palavras-chave:

Acidente Vascular Cerebral. Mortalidade Hospitalar. Fatores de Risco. Epidemiologia. Hospitalar.

Resumo

O objetivo deste estudo foi analisar os fatores clínicos, sociodemográficos e assistenciais associados ao óbito hospitalar em pacientes internados por acidente vascular cerebral (AVC) em hospital público do norte do Espírito Santo.Métodos: Estudo transversal com 196 pacientes internados por AVC isquêmico ou hemorrágico no Hospital Roberto Arnizaut Silvares. Os dados foram coletados por meio de prontuário eletrônico, utilizando formulário padronizado. Avaliaram-se variáveis demográficas, comorbidades, tipo de AVC, sintomas iniciais, tempos de atendimento, tempo de internação e desfecho hospitalar. Realizou-se análise descritiva e regressão logística para estimar razões de chances (OR) brutas e ajustadas (IC95%), adotando-se p<0,05. Resultados: A maioria dos pacientes era do sexo masculino (55,9%), com idade entre 61 e 80 anos. O AVC isquêmico foi predominante (85,1%), porém o hemorrágico associou-se a maior mortalidade. Após ajuste, permaneceram associados ao óbito o AVC hemorrágico (ORa=3,53; IC95%:1,61–7,71), rebaixamento do nível de consciência (ORa=4,52; IC95%:1,98–10,29) e tempo de internação ≥3 dias (ORa=3,93; IC95%:1,14–13,56). Conclusão: O AVC hemorrágico, o rebaixamento de consciência e maior tempo de internação foram preditores independentes de óbito hospitalar. Os achados reforçam a necessidade de aprimorar protocolos assistenciais em contextos regionais, embora o delineamento transversal limite inferências causais.

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Biografia do Autor

Wena Dantas Marcarini

Doutora em Ciências Fisiológicas pela Universidade Federal do Espírito Santo, Centro Universitário Vale do Cricaré.

Valério Garrone Barauna, Universidade Federal do Espírito Santo

Doutor em Cardiologia pela Universidade de São Paulo, Universidade Federal do Espírito Santo.

João Paulo Cola, Universidade Federal do Espírito Santo

Doutor em Saúde Coletiva pela Universidade Federal do Espírito Santo, Faculdade Multivix São Mateus.

Angelina Rafaela Debortoli Spinasse, Centro Universitário Vale do Cricaré

Mestra em Ciências Fisiológicas pela Universidade Federal do Espírito Santo, Centro Universitário Vale do Cricaré.

Juliana Feiman Sapiertein Silva, UNESP

Doutora em Fisiopatologia em Clínica Médica pela FMB -UNESP, Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho.

Mateus Felipe Eccel Nunes, Universidade Federal do Espírito Santo

Mestrando em Saúde Coletiva pela Universidade Federal do Espírito Santo, Faculdade Multivix São Mateus.

Claudio Manoel Soares Nunes, COPPEA

Especialista em MBA Saúde COPPEA,Sociedade Brasileira de Medicina Hospitalar.

Paula Paraguassú Brandão, Universidade Estácio de Sá

Doutora em Fisiopatologia Clínica e Experimental pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Universidade Estácio de Sá.

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Publicado

2026-04-20

Como Citar

Marcarini, W. D., Barauna, V. G., Cola, J. P., Spinasse, A. R. D., Silva, J. F. S., Nunes, M. F. E., … Brandão, P. P. (2026). ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL: ASPECTOS CLÍNICOS E REPERCUSSÕES NEUROLÓGICAS. Revista Ibero-Americana De Humanidades, Ciências E Educação, 12(4), 1–12. https://doi.org/10.51891/rease.v12i4.24588