A CONSTRUÇÃO DO IDEAL DE BELEZA: ARTE, FILOSOFIA E MEDICINA AO LONGO DA HISTÓRIA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i4.24521Palavras-chave:
Corpo. Medicina. História. Bioética.Resumo
Este artigo discute a beleza corporal como uma construção histórica, cultural e simbólica, e não como um atributo natural ou universal. O objetivo foi analisar a evolução dos ideais de beleza ao longo da história, desde concepções simbólicas e funcionais nas sociedades antigas até a medicalização contemporânea do corpo. Trata-se de um ensaio teórico-crítico de natureza histórico-filosófica, baseado na análise interpretativa de obras da filosofia, história, artes e literatura científica. O texto demonstra que diferentes contextos históricos produziram padrões estéticos específicos, associados a relações de poder, moralidade e normatização social. Destaca-se o papel crescente da medicina, sobretudo a partir do século XIX, quando o corpo passou a ser classificado, medido e corrigido segundo parâmetros científicos. Nos séculos XX e XXI, a influência da mídia, das tecnologias digitais e da medicina estética consolidou o corpo como projeto performático e capital simbólico, ampliando processos de medicalização e sofrimento psíquico. Sob a perspectiva da bioética, o artigo problematiza os limites entre cuidado, aprimoramento e padronização estética, defendendo uma prática médica crítica, humanizada e comprometida com a diversidade corporal e a dignidade humana.
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