ANÁLISE DA LACUNA DOUTRINÁRIA E DOS RISCOS, PSICOFISIOLÓGICOS NA ATUAÇÃO DO PRIMEIRO INTERVENTOR EM OCORRÊNCIAS COM EXPLOSIVOS NO BRASIL
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i2.24056Palavras-chave:
Primeiro interventor. Lacuna doutrinária. Riscos psicofisiológicos. Explosivos. Formação policial. Estresse agudo.Resumo
A atuação do primeiro interventor constitui fator fundamental na segurança pública brasileira, onde a resposta inicial a incidentes envolvendo explosivos define a preservação de vidas e a contenção de danos. Este artigo analisa as deficiências doutrinárias e os impactos psicofisiológicos na atuação desses profissionais no Brasil, investigando a relação entre a ausência de protocolos específicos e o aumento do risco à saúde e à eficácia operacional. Metodologicamente, adotou-se uma pesquisa qualitativa, de caráter exploratório e descritivo, baseada em revisão bibliográfica sistematizada e análise documental, confrontados com referenciais de segurança pública, neurofisiologia e psicologia das emergências. Os resultados demonstram que existe uma grave lacuna na formação básica policial, com a omissão de treinamentos sobre Dispositivos Explosivos Improvisados. Além disso, identificou-se que a hiperativação do eixo hipotálamo-hipofisário-adrenal degrada a acurácia perceptual. No contexto brasileiro, observou-se que a falta de padronização nos Procedimentos Operacionais Padrão (POPs) gera insegurança jurídica e dependência excessiva de unidades especializadas. Conclui-se que a modernização da área exige a integração imediata entre doutrina tática e saúde mental, garantindo que o interventor possua suporte psicofisiológico para gerenciar a paralisia decisória e protocolos técnicos de isolamento.
Downloads
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Categorias
Licença
Atribuição CC BY