INFLUÊNCIA DOS FATORES CLIMÁTICOS E AMBIENTAIS NA DINÂMICA DA DENGUE NO MUNICÍPIO DE ANGRA DOS REIS - RJ NA EPIDEMIA DE 2024
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i1.23858Palavras-chave:
Dengue. Fatores climáticos. Aedes aegypti. Análise de componentes principais.Resumo
A dengue constitui uma arbovirose de alta relevância para a saúde pública, influenciada por variáveis ambientais, climáticas e socioeconômicas. Em regiões tropicais como o Brasil, a combinação entre urbanização desordenada e condições meteorológicas favoráveis intensifica a proliferação do Aedes aegypti. Este estudo analisou a correlação entre a incidência de dengue em Angra dos Reis (RJ) e variáveis climáticas (precipitação, temperatura média e umidade relativa) durante 2024, alinhando-se ao ODS 3 – Saúde e Bem-Estar. Realizou-se estudo epidemiológico transversal com dados secundários da Secretaria Municipal de Saúde (11.676 casos confirmados) e Instituto Nacional de Meteorologia (INMET). Aplicaram-se teste de correlação de Pearson e Análise de Componentes Principais (PCA) no software R (v.4.3.1). Os casos concentraram-se em distritos centrais e periféricos com deficiências sanitárias. Identificou-se correlação positiva e significativa entre pluviosidade e incidência (r = 0,78; p < 0,05; IC95%: 0,52-0,91), com temperatura mostrando associação moderada (r = 0,50; p < 0,05). Precipitação e temperatura explicaram 67% da variância total (CP1: 45%; CP2: 22%). Conclui-se que fatores climáticos e urbanísticos influenciam fortemente a transmissão da dengue, indicando necessidade de estratégias locais integradas de vigilância entomológica, controle vetorial e planejamento sanitário. Os resultados subsidiam estratégias de vigilância adaptativa vinculados aos ODS 3 – Saúde e Bem-Estar.
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