O PAPEL DO ENFERMEIRO NO MANEJO DAS URGÊNCIAS E EMERGÊNCIAS OBSTÉTRICAS
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v11i11.22341Palavras-chave:
Assistência de Enfermagem. Emergência. Enfermagem Obstétrica. Urgência. Saúde materna.Resumo
Introdução: A mortalidade materna e neonatal ainda representa um grave desafio para a saúde pública no Brasil e no mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), milhares de mortes maternas ocorrem anualmente, muitas delas evitáveis com assistência oportuna e qualificada. Nesse cenário, o enfermeiro assume papel estratégico no manejo das urgências e emergências obstétricas, atuando no reconhecimento precoce de riscos, na tomada de decisões clínicas e na execução de condutas imediatas. Sua atuação é essencial para prevenir complicações e reduzir a morbimortalidade materna e neonatal, assegurando cuidado seguro e humanizado Metodologia: Este estudo configura-se como uma revisão integrativa da literatura, método que permite reunir, analisar e sintetizar resultados de pesquisas sobre uma temática específica, de forma sistemática e abrangente. Teve como objetivo analisar a atuação do enfermeiro no manejo das urgências e emergências obstétricas, buscando compreender as práticas, os desafios e as contribuições da enfermagem diante dessas situações críticas. A pesquisa seguiu as etapas metodológicas abrangendo a definição do tema, a formulação da questão norteadora, o estabelecimento de critérios de inclusão e exclusão, a coleta dos dados e a análise dos resultados. As buscas foram realizadas nas bases LILACS, SciELO, PubMed e CINAHL, utilizando os descritores “Enfermagem”, “Urgência”, “Emergência” e “Obstetrícia”, conforme o DECS. Os artigos selecionados foram organizados e analisados por meio de categorização temática, o que possibilitou identificar padrões, lacunas e contribuições relevantes para a prática profissional. Por fim, os resultados foram discutidos criticamente, com o intuito de compreender as práticas de enfermagem e apontar caminhos para o aprimoramento da assistência obstétrica emergencial.Resultados e discussão: O evidenciou que a atuação do enfermeiro nas urgências e emergências obstétricas é fundamental para reduzir a morbimortalidade materna e neonatal e melhorar a qualidade da assistência. Emergências como hemorragia pós-parto, pré-eclâmpsia, trabalho de parto prematuro e descolamento prematuro de placenta exigem resposta rápida, uso de protocolos clínicos e capacitação contínua. O enfermeiro atua desde o acolhimento humanizado até a administração de medicamentos, monitoramento de sinais vitais e articulação com a equipe multiprofissional. A qualificação profissional, o uso de protocolos baseados em evidências e políticas públicas de atenção obstétrica reforçam sua autonomia e competência. Conclusão:A mortalidade materna e neonatal permanece um desafio relevante para a saúde pública, especialmente em países em desenvolvimento como o Brasil, apesar dos avanços do SUS e das políticas voltadas à saúde da mulher. Esta revisão integrativa evidencia que o enfermeiro desempenha papel estratégico nas urgências e emergências obstétricas, atuando na identificação precoce de riscos e na execução de condutas rápidas e eficazes. Situações como hemorragia pós-parto, pré-eclâmpsia e trabalho de parto prematuro exigem capacitação contínua e domínio de protocolos clínicos. A atuação profissional, respaldada pelas diretrizes do Ministério da Saúde, contribui para a redução da morbimortalidade materna e neonatal e promove um cuidado humanizado e baseado em evidências, reforçando a importância de valorizar e qualificar a enfermagem obstétrica.
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