VELUDOS, RUÍNAS E CHINELOS GASTOS: PROSTITUIÇÃO, MEMÓRIA E EDUCAÇÃO DOS CORPOS NA MANAUS DA BELLE ÉPOQUE
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v11i10.21820Palavras-chave:
Belle Époque. Corpo. Educação. Prostituição. Resistência.Resumo
A pesquisa investiga a prostituição feminina na Manaus da Belle Époque como espaço de produção de saberes e pedagogias do corpo, analisando a formação de subjetividades e resistências em meio aos discursos morais e higienistas da época. O estudo tem como objetivo compreender como as práticas de mulheres marginalizadas configuram processos educativos não formais, ancorados na experiência, na memória e na permanência. A metodologia consiste em uma abordagem qualitativa e bibliográfica de caráter interpretativo, sustentada pela análise crítica de obras que articulam corpo, cidade e educação, permitindo identificar o urbano como território pedagógico. A reflexão revela que a prostituição opera como linguagem social e prática formativa, desafiando o controle sobre o feminino e instituindo formas alternativas de ensinar e aprender. O corpo, compreendido como texto e arquivo da cidade, torna-se mediador entre o vivido e o simbólico, convertendo-se em instrumento de resistência e transmissão de conhecimento. A pesquisa conclui que a marginalidade feminina, longe de ser ausência, constitui um locus de produção epistemológica que tensiona o conceito de educação formal e amplia sua dimensão humanizadora, ao reconhecer nas bordas da sociedade um espaço fecundo de aprendizagem e criação.
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