SENECAVÍRUS A: UMA ABORDAGEM INTEGRADA SOBRE EPIDEMIOLOGIA, DIÁGNOSTICO DIFERENCIAL E IMPACTO NA PRODUÇÃO
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v11i10.21513Palavras-chave:
suinocultura, biosseguridade, doença vesicularResumo
A suinocultura brasileira possui grande importância econômica com demanda rigor sanitário contínuo. Entre as principais preocupações estão as doenças vesiculares, clinicamente semelhantes à febre aftosa e, portanto, dependentes de diagnóstico diferencial. O Senecavirus A (SVA), picornavírus não envelopado de RNA de fita simples, tem ganhado importância na cadeia suinícola por sua estabilidade ambiental e capacidade de disseminação direta e indireta. Este trabalho apresenta uma revisão de literatura que integra evidências epidemiológicas, clínicas, diagnósticas e econômicas do SVA, com o objetivo de subsidiar a compreensão do impacto do agente e orientar estratégias de controle. Essa lesão de caracteriza por lesões vesiculares clássicas em focinho, mucosa oral e extremidades podais (banda coronária e espaços interdigitais), com dor, claudicação e evolução para erosões e crostas. Em neonatos, a apresentação tende a ser mais grave e multissistêmica, com fraqueza, letargia, diarreia e possíveis sinais neurológicos, associando-se a maior morbidade e mortalidade. Dada a indistinguibilidade clínica em relação a outras enfermidades vesiculares de notificação obrigatória, o diagnóstico baseia-se em métodos laboratoriais de isolamento, tendo o RT-PCR como padrão-ouro. Não há tratamento específico e, até o momento, não existe vacina amplamente licenciada e disponível para uso rotineiro no Brasil; assim, o controle depende de vigilância, notificação imediata e biosseguridade rigorosa enquanto candidatos vacinais seguem em avaliação.
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