A TEORIA DO CAPITAL HUMANO DE THEODORE SCHULTZ E A EDUCAÇÃO FINANCEIRA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i7.28487Palabras clave:
Teoria do Capital Humano. Educação financeira. Políticas públicas.Resumen
O presente artigo explorou, em perspectiva teórica, a relação entre a teoria do capital humano de Theodore W. Schultz e o campo contemporâneo da educação financeira. A análise desenvolvida neste estudo argumentou que a educação financeira pode ser compreendida como investimento em capital humano na esfera financeira. Partiu-se da reconstrução da emergência e consolidação da teoria do capital humano na economia da educação e do trabalho, destacando sua contribuição para explicar diferenças de produtividade, rendimentos e crescimento econômico a partir de investimentos em educação e outras formas de formação de capacidades. O objetivo geral deste artigo foi discutir em que medida e sob quais condições a educação financeira pode ser conceitualmente enquadrada como investimento em capital humano, à luz da obra de Schultz. Entre as principais contribuições teóricas deste artigo destacam-se: a explicitação da afinidade conceitual entre educação financeira e teoria do capital humano, pouco explorada de forma sistemática na literatura; a proposta de conceber a alfabetização financeira como capital humano financeiro, o que permite integrar, em um mesmo quadro analítico, diferentes dimensões de competência financeira; e a discussão de implicações dessa perspectiva para o desenho de currículos escolares e políticas públicas, enfatizando a necessidade de articular intervenções educacionais a medidas regulatórias e de proteção social.
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