OPIOIDES NO PÓS-OPERATÓRIO: EQUILÍBRIO ENTRE CONTROLE DA DOR, EVENTOS ADVERSOS E RISCO DE DEPENDÊNCIA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i7.28458Palabras clave:
Analgésicos opioides. Dor pós-operatória. Analgesia. Efeitos colaterais e reações adversas relacionados a medicamentos. Transtornos relacionados ao uso de opioides.Resumen
A dor aguda pós-operatória é um dos sintomas mais prevalentes associados aos procedimentos cirúrgicos e, quando mal controlada, associa-se a maior morbidade, recuperação funcional mais lenta e risco de cronificação. Os opioides seguem como ferramentas centrais no tratamento da dor de intensidade moderada a intensa nesse cenário, mas seu emprego exige conciliar eficácia analgésica, ocorrência de eventos adversos e potencial de uso prolongado e de dependência. Esta revisão narrativa, de caráter crítico e descritivo, teve por objetivo analisar as evidências disponíveis sobre o uso de opioides no pós-operatório, distinguindo o cuidado intra-hospitalar da prescrição após a alta. Realizou-se busca nas bases PubMed/MEDLINE, SciELO, LILACS, Cochrane Library e Google Scholar, priorizando publicações dos últimos quinze anos. Foram discutidos os fundamentos conceituais, a relevância clínica do controle inadequado da dor, a eficácia analgésica e os padrões de prescrição, os eventos adversos e a segurança, o uso persistente em pacientes sem exposição prévia, a tolerância, a hiperalgesia e a dependência, além de estratégias de redução de danos organizadas por perfil de risco. As evidências apontam que estratégias multimodais, prescrição criteriosa e seguimento após a alta são elementos decisivos para conciliar alívio efetivo da dor e segurança do paciente.
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