INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL HOMÓLOGA POST MORTEM E A HOMOLOGAÇÃO DOS DIREITOS SUCESSÓRIOS NO ORDENAMENTO JURÍDICO BRASILEIRO

Autores/as

  • Carina Gassen Martins Clemes Faculdade Católica de Rondônia
  • Nathalia Heloise Rodrigues Faculdade Católica de Rondônia

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i6.27667

Palabras clave:

Reproducción humana asistida., Inseminación homóloga., Análisis post mortem., Derecho sucesorio. Seguridad jurídica.

Resumen

A Reprodução Humana Assistida (RHA) post mortem emerge como um fenômeno biojurídico que tensiona as estruturas tradicionais do Direito Civil brasileiro. O presente artigo objetiva analisar os limites e as possibilidades do direito sucessório de crianças concebidas após o falecimento de seu genitor por meio de técnicas homólogas. A problemática central reside na antinomia normativa entre o artigo 1.597, inciso III, do Código Civil, que presume a paternidade póstuma, e o artigo 1.798 do mesmo diploma, que restringe a legitimação sucessória às pessoas já nascidas ou concebidas ao tempo da abertura da sucessão. Diante da omissão legislativa federal, a regulação tem sido suprida por resoluções do Conselho Federal de Medicina (CFM) e por interpretações casuísticas do Poder Judiciário. Destaca-se o entendimento consolidado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) no REsp 1.918.421/SP, que estabelece a imperatividade de uma manifestação de vontade expressa, clara e formalizada em vida pelo doador para que o projeto parental gere efeitos sucessórios. O estudo conclui pela urgência de uma regulamentação específica, como o Projeto de Lei nº 115/2015, visando garantir a segurança jurídica e a proteção ao princípio constitucional da igualdade absoluta entre os filhos.

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Biografía del autor/a

Carina Gassen Martins Clemes, Faculdade Católica de Rondônia

Professora do curso de direito da Faculdade Católica de Rondônia.

Nathalia Heloise Rodrigues, Faculdade Católica de Rondônia

Aluna de direito da Faculdade Católica de Rondônia

Publicado

2026-06-05

Cómo citar

Clemes, C. G. M., & Rodrigues, N. H. (2026). INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL HOMÓLOGA POST MORTEM E A HOMOLOGAÇÃO DOS DIREITOS SUCESSÓRIOS NO ORDENAMENTO JURÍDICO BRASILEIRO. Revista Ibero-Americana De Humanidades, Ciências E Educação, 12(6), 1–17. https://doi.org/10.51891/rease.v12i6.27667