O USO DE DEEPFAKES EM ESTELIONATO E FALSA IDENTIDADE: ANÁLISE DOS DESAFIOS JURÍDICOS E DOS RISCOS À ATUAÇÃO PROFISSIONAL DE ADVOGADOS

Autores/as

  • Juliana Garcia de Souza FAMETRO
  • Rosana Reis de Melo Silva FAMETRO

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i6.27466

Palabras clave:

Deepfakes. Estelionato. Falsa identidade. Advocacia. Segurança digital.

Resumen

O avanço acelerado da inteligência artificial impulsionou o surgimento dos deepfakes, conteúdos audiovisuais sintéticos que reproduzem rostos e vozes com notório realismo, facilitando a prática de delitos complexos no ciberespaço. Embora tais tecnologias tenham tido finalidades voltadas ao entretenimento e comunicação digital, seu uso indevido apresenta ameaças à segurança jurídica e patrimonial no ambiente virtual. O presente artigo científico teve como objetivo analisar os impactos do uso indevido das deepfakes em práticas de estelionato e falsificação de identidade no ambiente digital, com destaque para golpes praticados mediante o uso fraudulento da imagem e da identidade profissional dos advogados. A pesquisa buscou apreciar os desafios enfrentados pelo ordenamento jurídico-penal brasileiro diante da crescente sofisticação dos crimes digitais, especialmente no que tange à identificação da autoria, à produção de provas digitais e à prevenção de danos às vítimas. A fundamentação teórica apoiou-se em estudos sobre inteligência artificial, engenharia social e criminalidade cibernética, correlacionando-os aos tipos penais previstos nos artigos 171 e 307 do Código Penal Brasileiro, assim como à legislação relacionada à proteção de dados e aos crimes informáticos. A metodologia adotada consistiu em pesquisa bibliográfica e documental, com abordagem qualitativa, exploratória e descritiva, baseada em doutrina, artigos científicos, relatórios institucionais e materiais publicados entre 2020 e 2025. Os resultados demonstraram que os deepfakes potencializam práticas fraudulentas ao aumentar a credibilidade dos atos criminosos, dificultando a percepção das vítimas e impondo obstáculos técnicos à investigação e à responsabilização penal. Conclui-se que o enfrentamento eficaz dessas práticas exige atuação integrada entre atualização legislativa, fortalecimento da perícia digital, desenvolvimento de políticas públicas de educação digital e adoção de medidas preventivas por profissionais da advocacia e instituições públicas.

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Biografía del autor/a

Juliana Garcia de Souza, FAMETRO

Graduanda do curso de Bacharelado em Direito, Faculdade Metropolitana de Manaus (FAMETRO).

Rosana Reis de Melo Silva, FAMETRO

Professora Orientadora do curso de Bacharelado em Direito, Centro Universitário FAMETRO.

Publicado

2026-06-16

Cómo citar

Souza, J. G. de, & Silva, R. R. de M. (2026). O USO DE DEEPFAKES EM ESTELIONATO E FALSA IDENTIDADE: ANÁLISE DOS DESAFIOS JURÍDICOS E DOS RISCOS À ATUAÇÃO PROFISSIONAL DE ADVOGADOS. Revista Ibero-Americana De Humanidades, Ciências E Educação, 12(6), 1–20. https://doi.org/10.51891/rease.v12i6.27466