MORBIMORTALIDADE E INDICADORES HOSPITALARES DO HIV/AIDS EM ALAGOAS E NO BRASIL: ESTUDO EPIDEMIOLÓGICO E DE CUSTOS, 2020-2024
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i4.26176Palabras clave:
Alagoas. Custos Hospitalares. HIV. Letalidade. Síndrome de Imunodeficiência Adquirida.Resumen
A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (Aids) permanece um desafio à saúde pública brasileira. Em Alagoas, indicadores apontam persistente vulnerabilidade epidemiológica, exigindo monitoramento das tendências de detecção e dos impactos financeiros ao sistema de saúde. Analisar indicadores epidemiológicos e hospitalares de HIV/Aids em Alagoas no contexto brasileiro entre 2020 e 2024. Estudo epidemiológico descritivo realizado com dados secundários do DATASUS (SIM, SINAN, SIH/SUS), IBGE e Boletins Epidemiológicos do Ministério da Saúde. Calcularam-se taxas de detecção, prevalência, mortalidade e letalidade. Dados e memória de cálculo foram disponibilizados em repositório público (Open Science Framework). A média ponderada nacional da taxa de detecção foi de 18,40/100 mil hab., valor similar ao de Alagoas (18,4/100 mil hab.), que superou a média do Nordeste (17,23/100 mil hab.). Alagoas apresentou a 3ª maior prevalência regional (34,06/100 mil hab.). A taxa de letalidade atingiu 18,21% em 2024, com ápice de 19,02% em 2023. No âmbito hospitalar, houve aumento de 56,5% no valor médio por internação no estado, alcançando R$2.990,79 em 2024, com custo total de R$6,48 milhões no quinquênio. Os resultados revelam um paradoxo em Alagoas: apesar de índices intermediários de detecção, a alta letalidade e a elevação dos custos hospitalares sugerem falhas no diagnóstico precoce e na retenção ao tratamento. É imperativo o fortalecimento da Atenção Primária para reduzir oportunidades perdidas de cuidado e o impacto da morbimortalidade.
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