A CAPILARIDADE DA ORDEM NAS HIDROVIAS AMAZÔNICAS: DESAFIOS ESTRATÉGICOS E OPERACIONAIS DO POLICIAMENTO FLUVIAL DA POLÍCIA MILITAR DO AMAZONAS
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i6.26062Palabras clave:
Segurança Pública. Policiamento Fluvial. Amazonas. Crime Organizado. Tecnologia.Resumen
O policiamento fluvial na Amazônia é fundamental para a segurança pública diante de uma geografia dominada por rios que servem como rotas ao crime organizado. Este artigo analisa a estruturação tática da Polícia Militar do Amazonas (PMAM), identificando desafios estratégicos e a necessidade de expansão tecnológica. A metodologia consiste em pesquisa bibliográfica e documental, com abordagem qualitativa e caráter exploratório, fundamentada nas teorias da Escolha Racional e da Prevenção Situacional. Os resultados demonstram que a implementação de Bases Fluviais Integradas, como a Base Arpão, gerou prejuízos superiores a R$ 593 milhões ao narcotráfico entre 2020 e 2024. A discussão evidencia que o uso de tecnologias, como drones, potencializa a consciência situacional, enquanto ações sociais nas comunidades ribeirinhas legitimam a presença estatal e enfraquecem o domínio simbólico de facções. Conclui-se que a superação da vulnerabilidade territorial nas "fronteiras líquidas" depende da continuidade de investimentos em logística, cooperação interagências e na transição para modelos descentralizados, como bases modulares. Tais medidas são essenciais para garantir a capilaridade da ordem, a proteção da bioeconomia regional e a soberania nacional em áreas remotas do interior do estado.
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