IMPACTO BIOMECÂNICO DA DISMETRIA DISCRETA NOS MEMBROS INFERIORES
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i5.25954Palabras clave:
Análise cinemática. Biomecânica da marcha. Compensação postural. Dismetria discreta. Sobrecarga musculoesquelética.Resumen
A dismetria discreta dos membros inferiores, caracterizada por pequenas diferenças no comprimento entre as extremidades, pode repercutir de forma relevante sobre a biomecânica da marcha, da postura e da distribuição de cargas musculoesqueléticas, embora frequentemente seja subestimada na prática clínica. O presente estudo teve como objetivo analisar, à luz da literatura científica, os principais efeitos biomecânicos da dismetria discreta dos membros inferiores em indivíduos saudáveis, com ênfase em suas repercussões funcionais e em sua relevância clínica. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, de caráter exploratório e descritivo, com abordagem qualitativa, realizada a partir de buscas nas bases PubMed/MEDLINE, Scopus, Web of Science, SciELO, LILACS e Biblioteca Virtual em Saúde, contemplando publicações entre 2010 e 2025. Os achados demonstram que mesmo discrepâncias de pequena magnitude podem produzir alterações biomecânicas mensuráveis, incluindo assimetria da marcha, inclinação pélvica, adaptações articulares compensatórias e modificações no comportamento do apoio plantar. Observou-se ainda que os mecanismos compensatórios adotados para preservação da estabilidade e da funcionalidade locomotora podem favorecer redistribuição assimétrica de cargas e sobrecarga musculoesquelética progressiva ao longo do tempo. Além disso, a literatura evidencia heterogeneidade quanto ao limiar clínico de relevância da dismetria, indicando que sua interpretação deve considerar, de forma integrada, a magnitude da discrepância, a capacidade adaptativa individual e o contexto funcional e clínico de cada indivíduo. Conclui-se que a dismetria discreta dos membros inferiores não deve ser automaticamente considerada uma condição de baixa relevância clínica, uma vez que pequenas discrepâncias podem gerar repercussões biomecânicas cumulativas, com implicações para a avaliação funcional, a prevenção e o planejamento de intervenções terapêuticas.
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