ENTRE EMANCIPAÇÃO E INDÚSTRIA CULTURAL: UMA LEITURA CRÍTICO‑EMANCIPATÓRIA DA ABORDAGEM CRÍTICO‑EMANCIPATÓRIA DE ELENOR KUNZ
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i4.25776Palabras clave:
Educação Física escolar. Abordagem crítico‑emancipatória. Indústria cultural. Esporte e mídia. Emancipação.Resumen
Este artigo analisa criticamente a abordagem pedagógica crítico‑emancipatória de Elenor Kunz na Educação Física escolar, tomando como eixo a articulação entre os conceitos de crítica, emancipação e indústria cultural. A partir de uma análise teórico‑conceitual de caráter ensaístico, dialoga‑se com a Teoria Crítica, com a psicologia histórico‑cultural e com estudos da sociologia do esporte e da mídia‑educação, confrontando os pressupostos da proposta de Kunz com as condições concretas da escola básica brasileira. Argumenta‑se que a concepção crítico‑emancipatória contribui ao explicitar vínculos entre esporte de alto rendimento, mídia e processos de mercantilização da cultura corporal, bem como ao reivindicar um tratamento pedagógico do esporte que vá além da reprodução acrítica de técnicas e regras. No entanto, o exame de suas bases teóricas evidencia limites na transposição da crítica frankfurtiana à indústria cultural para o campo da Educação Física, tendendo a produzir uma leitura homogênea e predominantemente negativa da mídia esportiva, que pouco considera as ambivalências do fenômeno e as formas de agência dos estudantes. Além disso, problematiza‑se a exequibilidade de exigir uma postura sistematicamente crítico‑emancipatória na escola básica, diante de restrições de letramento, formação docente e assimetria de forças entre instituição escolar e mercado midiático. Conclui‑se que a proposta de Kunz é mais fecunda quando compreendida como horizonte crítico a ser recontextualizado e negociado nas práticas pedagógicas concretas, e menos como modelo metodológico plenamente aplicável ao cotidiano das aulas.
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