SUPERLOTAÇÃO EM SERVIÇOS DE URGÊNCIA E EMERGÊNCIA DURANTE PERÍODOS SAZONAIS: ESTRATÉGIAS DE ORGANIZAÇÃO DO ATENDIMENTO EM UNIDADES DE PRONTO ATENDIMENTO – REVISÃO DA LITERATURA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i5.25341Palabras clave:
Superlotação hospitalar. Serviços médicos de emergência. Unidade de Pronto Atendimento.Resumen
A superlotação nos serviços de urgência e emergência constitui um problema global que compromete a qualidade da assistência e a segurança do paciente, sendo caracterizada pelo desequilíbrio entre a demanda e a capacidade operacional das unidades. No contexto brasileiro, as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) desempenham papel estratégico na Rede de Atenção às Urgências, porém continuam enfrentando elevada demanda assistencial. Fatores como insuficiência de leitos hospitalares, fragilidade da atenção primária e uso inadequado por casos de baixa complexidade contribuem para a sobrecarga dos serviços, agravada em períodos sazonais marcados pelo aumento de doenças respiratórias, epidemias e eventos traumáticos. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, de abordagem qualitativa, realizada nas bases LILACS, SciELO e MEDLINE, considerando publicações entre 2009 e 2023 nos idiomas português, inglês e espanhol. Foram incluídos estudos que abordassem a superlotação em serviços de urgência e emergência, sendo analisados quanto aos principais fatores associados e estratégias de organização do atendimento. A seleção ocorreu por meio de leitura de títulos, resumos e textos completos, com posterior extração e análise descritiva dos dados. Os resultados evidenciam que a superlotação possui caráter multifatorial, destacando-se a permanência prolongada de pacientes, falhas na regulação de leitos e aumento sazonal da demanda. Esse cenário impacta negativamente o tempo de espera, a qualidade assistencial e as condições de trabalho das equipes de saúde. Como estratégias de enfrentamento, destacam-se a classificação de risco, a reorganização do fluxo assistencial (fast track), a adoção do Lean Healthcare e a integração entre os níveis de atenção. Conclui-se que o enfrentamento da superlotação requer abordagem sistêmica, planejamento baseado em dados epidemiológicos e fortalecimento da rede de atenção à saúde, especialmente em períodos de maior demanda sazonal.
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