EXPERIÊNCIAS REPRODUTIVAS DE MULHERES NEGRAS NO BRASIL: INTERSECCIONALIDADE, DESIGUALDADES E LEGADOS HISTÓRICOS
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i5.25153Palabras clave:
Mujeres negras. Abandono Paterno. Maternidad en solitario. Etnografía. Interseccionalidad.Resumen
Este estudo etnográfico investiga, a partir do relato de experiência de mulheres negras no Brasil, as múltiplas dimensões do abandono paterno — compreendido como a omissão afetiva, financeira e social do pai diante da gestação, do nascimento e da criação dos filhos. Por meio de entrevistas qualitativas realizadas com mulheres negras de diferentes regiões do país, aliadas a uma revisão aprofundada da literatura, a pesquisa evidencia como as desigualdades interseccionais de gênero, raça e classe social estruturam suas vivências da maternidade solo e fragilizam sua autonomia reprodutiva. Os achados revelam que o abandono paterno não se configura como um ato isolado, mas como expressão de padrões sociais e culturais que naturalizam a ausência masculina, ao mesmo tempo que sobrecarregam as mulheres negras com a responsabilidade exclusiva pelo sustento e cuidado dos filhos. A análise destaca ainda as barreiras enfrentadas por essas mulheres no acesso a políticas públicas, serviços de saúde e redes de apoio, e aponta para a urgência de políticas e discursos que reconheçam e enfrentem as especificidades do abandono paterno na população negra.
Descargas
Descargas
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Categorías
Licencia
Atribuição CC BY