ORGANIZAÇÃO DO CUIDADO EM SAÚDE DE MULHERES COM ENDOMETRIOSE NA REDE PÚBLICA DE SAÚDE
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i4.25056Palabras clave:
Endometriose. Saúde da mulher. Diagnóstico. Redes de atenção à saúde. Qualidade de vida.Resumen
A endometriose é uma condição ginecológica crônica caracterizada pela presença de tecido endometrial fora da cavidade uterina, podendo provocar dor pélvica intensa, dismenorreia, dispareunia e dificuldades relacionadas à fertilidade. Além das repercussões clínicas, a doença pode produzir impactos significativos na qualidade de vida das mulheres, afetando dimensões físicas, emocionais e sociais. No contexto dos sistemas de saúde, destacam-se desafios relacionados ao diagnóstico tardio, às dificuldades de acesso a serviços especializados e à organização do cuidado no âmbito da rede de atenção à saúde. OBJETIVO: Analisar, a partir da literatura científica, a organização do cuidado em saúde de mulheres com endometriose, com ênfase nos desafios relacionados ao diagnóstico, ao acesso aos serviços de saúde e às estratégias assistenciais no contexto da rede pública de saúde. METODOLOGIA: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, de abordagem qualitativa e caráter descritivo. A busca foi realizada nas bases de dados PubMed, SciELO, LILACS e Google Scholar, utilizando descritores controlados do DeCS e MeSH, combinados por meio dos operadores booleanos AND e OR. Foram considerados artigos publicados entre 2020 e 2025, disponíveis na íntegra nos idiomas português ou inglês e que abordassem aspectos relacionados à endometriose, diagnóstico, saúde da mulher e organização do cuidado. Após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão e a leitura dos textos completos, foram selecionados 18 estudos para compor a análise. RESULTADOS E DISCUSSÃO: A análise da literatura evidenciou que a endometriose apresenta impactos expressivos na qualidade de vida das mulheres, especialmente devido à dor crônica e às repercussões emocionais e sociais associadas à doença. Observou-se também que a demora no diagnóstico constitui um dos principais desafios enfrentados pelas pacientes, frequentemente relacionada à naturalização da dor menstrual, à limitação de conhecimento sobre a doença e às dificuldades na identificação precoce dos sintomas pelos profissionais de saúde. Além disso, fragilidades na organização da rede de atenção à saúde, como escassez de profissionais especializados, dificuldades na realização de exames diagnósticos e desigualdades no acesso aos serviços, contribuem para prolongar o itinerário terapêutico das mulheres e ampliar os impactos da doença. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Conclui-se que o enfrentamento da endometriose exige não apenas avanços no campo clínico, mas também melhorias na organização dos serviços de saúde e no fortalecimento das políticas públicas voltadas à saúde da mulher. A qualificação dos profissionais de saúde, a ampliação do acesso ao diagnóstico e ao tratamento e o fortalecimento da atuação multiprofissional configuram estratégias fundamentais para promover um cuidado mais integral, humanizado e resolutivo às mulheres acometidas pela doença.
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