O PALCO DA BORRACHA: SOCIABILIDADES, IMAGENS E RITUAIS NO HOTEL CASSINA EM MANAUS
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i3.24958Palabras clave:
Amazônia. História urbana. Imagem. Memória. Patrimônio.Resumen
A pesquisa investiga o Hotel Cassina, localizado no centro histórico de Manaus, como palco de sociabilidades e rituais sociais que marcam a trajetória da cidade desde a Belle Époque amazônica até sua transformação em ruína patrimonializada. O objetivo consiste em compreender de que maneira o edifício, antes espaço de distinção e prestígio, converte-se em arena de memórias plurais atravessadas por práticas de poder, violência e exclusão. A metodologia combina análise documental, levantamento bibliográfico e interpretação de registros visuais, incluindo fotografias, narrativas orais e decretos normativos, articulados à compreensão antropológica da cidade como espaço de disputa simbólica. O estudo demonstra que o Cassina não pode ser reduzido a um objeto arquitetônico isolado, mas deve ser lido como organismo social que se reinventa a partir dos usos e significados atribuídos por diferentes grupos. As imagens associadas ao edifício, produzidas em diferentes tempos, participam da construção de sua memória histórica e evidenciam como os espaços urbanos são atravessados por camadas de sentidos, entre celebração e estigma. O reconhecimento jurídico do prédio como patrimônio cultural em 2004 é interpretado como ritual de revalorização simbólica, que não apaga as contradições de sua trajetória, mas as reinscreve em novas formas de visibilidade. Conclui-se, de forma preliminar, que o Cassina opera como arquivo vivo da modernidade amazônica, condensando glórias, tensões e silêncios, e reafirma que a memória urbana se constitui por disputas em torno do que deve ser preservado, esquecido ou ressignificado.
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