ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO EM LOCAIS DE ACESSO PÚBLICO FECHADOS: UM ALERTA PARA A SAÚDE PÚBLICA

Autores/as

  • Marcelo Ferreira Marçal Secretaria da Educação do Estado de São Paulo
  • Paulo Roberto Barbosa UNIFESP

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i2.24170

Palabras clave:

Animais de estimação. Locais públicos fechados. Saúde pública. Responsabilidade do Estado.

Resumen

Nas últimas décadas, a relação entre humanos e animais de estimação tem se intensificado, tornando os pets membros afetivos e centrais da vida familiar. Essa aproximação refletiu diretamente nas práticas sociais, como a presença cada vez mais comum de cães, gatos e outros animais domésticos em ambientes públicos fechados, como shoppings, restaurantes, supermercados, clínicas e até repartições públicas. O debate sobre a presença de animais domésticos em ambientes fechados e de uso coletivo envolve diferentes perspectivas, incluindo aspectos emocionais, culturais, jurídicos e sanitários. Desta forma, este trabalho tem como objetivo geral analisar os riscos à saúde pública associados à presença de animais de estimação em locais públicos fechados. Como objetivos específicos, pretende-se: compreender os principais fatores que contribuem para a crescente presença de pets em espaços coletivos; identificar os riscos sanitários e epidemiológicos dessa prática; e refletir sobre o papel do Estado e da legislação na regulamentação dessa convivência. A presente pesquisa caracteriza-se como de natureza básica, com abordagem qualitativa, fundamentada em uma investigação bibliográfica. As fontes de dados consultadas foram as bases SciELO e Google Acadêmico. Os critérios de inclusão adotados abrangeram publicações disponibilizadas nos últimos dez anos, em língua portuguesa, com reconhecida relevância científica e acesso gratuito ao texto completo. Conclui-se que, apesar da naturalização da presença de animais em ambientes internos, como lojas, restaurantes, repartições públicas e transportes coletivos, ainda há lacunas significativas na regulamentação e na fiscalização dessa prática. Além disso, a ausência de protocolos claros de higienização, de exigência de documentos vacinais e de medidas preventivas de biossegurança pode transformar o que deveria ser um gesto de inclusão e afetividade em um risco concreto à saúde pública. As normas sanitárias existentes são insuficientes ou pouco específicas, não acompanhando o ritmo da transformação social em curso. As zoonoses, reações alérgicas e contaminações ambientais são apenas alguns dos problemas apontados, cujas consequências podem ser amplificadas em ambientes fechados e de uso coletivo.

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Biografía del autor/a

Marcelo Ferreira Marçal, Secretaria da Educação do Estado de São Paulo

Graduando no curso de Licenciatura em Ciências Biológicas pela UFRJ, é formado em Letras e atua como professor na Prefeitura de Poá e na Secretaria da Educação do Estado de São Paulo. 

Paulo Roberto Barbosa, UNIFESP

Doutor em Língua Portuguesa pela PUC-SP. Docente efetivo na Faculdade de Tecnologia do Estado de São Paulo - FATEC. Pós-doutorando, no Departamento de Educação, pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Publicado

2026-02-05

Cómo citar

Marçal, M. F., & Barbosa, P. R. (2026). ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO EM LOCAIS DE ACESSO PÚBLICO FECHADOS: UM ALERTA PARA A SAÚDE PÚBLICA. Revista Ibero-Americana De Humanidades, Ciências E Educação, 12(2), 1–20. https://doi.org/10.51891/rease.v12i2.24170