ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO EM LOCAIS DE ACESSO PÚBLICO FECHADOS: UM ALERTA PARA A SAÚDE PÚBLICA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i2.24170Palabras clave:
Animais de estimação. Locais públicos fechados. Saúde pública. Responsabilidade do Estado.Resumen
Nas últimas décadas, a relação entre humanos e animais de estimação tem se intensificado, tornando os pets membros afetivos e centrais da vida familiar. Essa aproximação refletiu diretamente nas práticas sociais, como a presença cada vez mais comum de cães, gatos e outros animais domésticos em ambientes públicos fechados, como shoppings, restaurantes, supermercados, clínicas e até repartições públicas. O debate sobre a presença de animais domésticos em ambientes fechados e de uso coletivo envolve diferentes perspectivas, incluindo aspectos emocionais, culturais, jurídicos e sanitários. Desta forma, este trabalho tem como objetivo geral analisar os riscos à saúde pública associados à presença de animais de estimação em locais públicos fechados. Como objetivos específicos, pretende-se: compreender os principais fatores que contribuem para a crescente presença de pets em espaços coletivos; identificar os riscos sanitários e epidemiológicos dessa prática; e refletir sobre o papel do Estado e da legislação na regulamentação dessa convivência. A presente pesquisa caracteriza-se como de natureza básica, com abordagem qualitativa, fundamentada em uma investigação bibliográfica. As fontes de dados consultadas foram as bases SciELO e Google Acadêmico. Os critérios de inclusão adotados abrangeram publicações disponibilizadas nos últimos dez anos, em língua portuguesa, com reconhecida relevância científica e acesso gratuito ao texto completo. Conclui-se que, apesar da naturalização da presença de animais em ambientes internos, como lojas, restaurantes, repartições públicas e transportes coletivos, ainda há lacunas significativas na regulamentação e na fiscalização dessa prática. Além disso, a ausência de protocolos claros de higienização, de exigência de documentos vacinais e de medidas preventivas de biossegurança pode transformar o que deveria ser um gesto de inclusão e afetividade em um risco concreto à saúde pública. As normas sanitárias existentes são insuficientes ou pouco específicas, não acompanhando o ritmo da transformação social em curso. As zoonoses, reações alérgicas e contaminações ambientais são apenas alguns dos problemas apontados, cujas consequências podem ser amplificadas em ambientes fechados e de uso coletivo.
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