FRONTEIRAS IMATERIAIS: SOFT POWER, MERCADO CULTURAL E O CASO HOYOVERSE
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i6.24133Palabras clave:
Soft power. HoYoverse. Securitização. Dominação cultural. Videogames.Resumen
Este artigo analisa a projeção do soft power chinês por meio da indústria de videogames, tendo a HoYoverse como estudo de caso para investigar a intersecção entre atração cultural, estratégias corporativas e arranjos estatais. A partir de uma abordagem qualitativa e interdisciplinar — que combina revisão bibliográfica, análise documental (incluindo materiais institucionais de 2011–2024) e exame de fontes jornalísticas setoriais —, o trabalho articula conceitos de soft power (Nye), securitização (Escola de Copenhague), dominação estrutural e teoria da dependência (Galtung; leituras marxistas) e estudos visuais (Stahl; Said). Identificam‑se tensões entre legitimação discursiva e mecanismos econômicos (modelos gacha, microtransações), bem como riscos de apropriação cultural e consolidação de narrativas hegemônicas. Propõe‑se a adoção de medidas de manutenção cultural política — auditorias de representatividade, transparência em monetização, padrões de localização, cooperação regulatória internacional e políticas de incentivo à diversidade produtiva — para mitigar dependências e proteger a pluralidade cultural no mercado global de videogames. O estudo aponta lacunas empíricas e sugere agenda de pesquisa futura sobre vínculos Estado‑empresa e recepções periféricas.
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