DESMILITARIZAR O CONFLITO: COLONIALIDADE DO PODER E POLÍTICAS ANTIDROGAS NO CHAPARE
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i2.24011Palabras clave:
Colonialidade do poder. Guerra às drogas. Cochabamba. Políticas decoloniais. Desmilitarização.Resumen
Este artigo analisa a relação entre o Estado e a “guerra às drogas” em Cochabamba (Chapare), Bolívia, a partir da teoria decolonial, com foco na colonialidade do poder. Adota desenho qualitativo exploratório e estudo de caso para identificar como políticas antidrogas e práticas policiais reproduzem hierarquias raciais e sociais, criminalizam saberes e modos de subsistência indígenas e consolidam regimes de exceção que violam direitos. A pesquisa combina revisão bibliográfica crítica, análise documental (Ley 1008, Plano Dignidad) e leitura interpretativa de relatos sobre ações estatais, priorizando saberes locais e perspectivas subalternas. Propõe políticas decoloniais orientadas à desmilitarização das operações, ao reconhecimento jurídico do uso tradicional da coca, à implementação de programas de saúde intercultural e redução de danos, ao fomento de alternativas econômicas sustentáveis e à institucionalização de mecanismos permanentes de participação e controle social. Argumenta que tais medidas não apenas reduzem violências imediatas, mas deslocam centros decisórios, fragilizam o regime de exceção e criam salvaguardas institucionais para proteção e reparação de populações historicamente marginalizadas.
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