TRANSTORNOS PSIQUIÁTRICOS COMO DISFUNÇÕES DA DINÂMICA DA REDE SONO-IMUNE-CEABERTO: UMA ABRANGÊNCIA NEUROCOGNITIVA EM NÍVEL DE SISTEMA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i3.23996Palabras clave:
Sistemas sono-imune-cérebro. Neuroinflamação. Neurociência de redes. Psicopatologia transdiagnóstica. Desregulação circadiana. Ativação microglial. Via da quinurenina. Psiquiatria de sistemas. Dinâmica de redes neurais. Psiquiatria de precisão.Resumen
Contexto: Distúrbios do sono e ativação neuroimune são cada vez mais reconhecidos como processos centrais na fisiopatologia dos transtornos psiquiátricos. No entanto, esses domínios têm sido amplamente investigados isoladamente, limitando o desenvolvimento de estruturas mecanísticas integrativas capazes de explicar a sobreposição de sintomas entre diferentes diagnósticos, a heterogeneidade clínica e a resistência ao tratamento. Objetivo: Esta revisão integrativa propõe uma estrutura neurocognitiva em nível de sistema, na qual os transtornos psiquiátricos são concebidos como fenômenos emergentes que surgem de interações desreguladas entre a regulação do sono, a sinalização neuroimune e a dinâmica de redes cerebrais em larga escala. Métodos: Realizamos uma revisão narrativa integrativa sintetizando evidências da ciência do sono, psiconeuroimunologia e neurociência de redes em transtornos de humor, ansiedade, relacionados a trauma e psicóticos. Resultados de estudos experimentais, clínicos e de neuroimagem foram examinados para identificar mecanismos convergentes que ligam a perturbação do sono, a ativação inflamatória e a instabilidade da rede neural. Resultados: Evidências convergentes indicam que o desalinhamento circadiano, a desregulação do sistema de estresse, a ativação microglial e astroglial, o desequilíbrio de neurotransmissores e o metabolismo da via da quinurenina interagem por meio de circuitos de retroalimentação não lineares que desestabilizam os circuitos córtico-límbicos e as redes cerebrais em larga escala, incluindo os sistemas de modo padrão, de saliência e de controle executivo. Essas interações promovem estados atratores maladaptativos caracterizados por plasticidade sináptica prejudicada, conectividade de rede alterada e hiperativação persistente. Conclusões: Conceber os transtornos psiquiátricos como transtornos de sistemas acoplados sono-imunidade-cérebro fornece uma estrutura mecanística unificadora que transcende as fronteiras diagnósticas tradicionais. Essa perspectiva sistêmica destaca o sono e os processos neuroimunes como reguladores centrais da estabilidade da rede neural e identifica alvos promissores para o desenvolvimento de biomarcadores e intervenções orientadas para a precisão e baseadas em mecanismos.
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