MEDIDA PROTETIVA DE URGÊNCIA: PROTEÇÃO À VÍTIMA OU VIOLAÇÃO DE DIREITOS FUNDAMENTAIS DO “AGRESSOR”?

Autores/as

  • Idailto Pereira de Carvalho Júnior Centro Universitário Santo Agostinho
  • Juliano de Oliveira Leonel Centro Universitário Santo Agostinho

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v11i11.22208

Palabras clave:

Lei Maria da Penha1. Medidas protetivas de urgência2. Constitucionalidade3. Violência de gênero4.

Resumen

A Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006) constitui marco no enfrentamento à violência doméstica, introduzindo medidas protetivas de urgência. Contudo, sua aplicação suscita debates constitucionais, pois podem ser concedidas sem manifestação prévia do acusado, tensionando os princípios do contraditório e da ampla defesa. Este estudo tem como objetivo analisar a constitucionalidade dessas medidas, verificando se sua adoção imediata se harmoniza com o devido processo legal. A relevância do tema decorre da necessidade de conciliar a proteção integral da mulher com as garantias fundamentais do suposto agressor. A pesquisa, desenvolvida por revisão bibliográfica e análise documental, identificou que as medidas possuem natureza pessoal e patrimonial, previstas nos arts. 22 a 24 da lei. Constatou-se que, embora essenciais para resguardar a vítima, sua aplicação deve ser criteriosa, evitando abusos e assegurando proporcionalidade. Conclui-se que sua legitimidade decorre do equilíbrio entre urgência protetiva e respeito às garantias constitucionais, consolidando-se como instrumento fundamental no combate à violência de gênero.

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Biografía del autor/a

Idailto Pereira de Carvalho Júnior, Centro Universitário Santo Agostinho

Bacharelando em Direito, pelo Centro Universitário Santo Agostinho. 

Juliano de Oliveira Leonel, Centro Universitário Santo Agostinho

Orientador do curso de Direito, pelo Centro Universitário Santo Agostinho. Doutor em Ciências Criminais pela PUCRS. Mestre em Direito pela Universidade Católica de Brasília. Pós-graduado em Direito Penal e Processual Penal pela Universidade Federal do Piauí/ESA. Professor assistente, em nível de graduação, do Centro Universitário Santo Agostinho. Defensor Público de 4ª categoria - Defensoria Pública do Estado do Piauí, lotado na Defensoria Pública de Apoio ao Sistema Prisional. Tem experiência na area de Direito, com ênfase em Direito Penal.

Publicado

2025-11-15

Cómo citar

Carvalho Júnior, I. P. de, & Leonel, J. de O. (2025). MEDIDA PROTETIVA DE URGÊNCIA: PROTEÇÃO À VÍTIMA OU VIOLAÇÃO DE DIREITOS FUNDAMENTAIS DO “AGRESSOR”? . Revista Ibero-Americana De Humanidades, Ciências E Educação, 11(11), 4619–4636. https://doi.org/10.51891/rease.v11i11.22208