O CRESCIMENTO DO USO DE RITALINA NO BRASIL: IMPLICAÇÕES FARMACOLÓGICAS, SOCIAIS E CLÍNICAS
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v11i11.22102Palabras clave:
Ritalina. Metilfenidato. TDAH. Farmacologia. Saúde Pública.Resumen
O cloridrato de metilfenidato (MTF), conhecido comercialmente como Ritalina, é um derivado da piperidina estruturalmente semelhante às anfetaminas, atuando como potente estimulante do sistema nervoso central. Inicialmente indicado para o tratamento da narcolepsia, seu uso expandiu-se a partir da década de 1960, quando estudos evidenciaram benefícios no manejo de crianças com hiperatividade e dificuldades de atenção. Entre as décadas de 1960 e 1970, consolidou-se como terapêutica para distúrbios comportamentais em ambiente escolar, e, nos anos 1980, observou-se um aumento expressivo no consumo de psicoestimulantes. A consolidação do diagnóstico de Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), em 1994, impulsionou ainda mais o uso do fármaco. A partir da década de 1990, campanhas de divulgação e a popularização do TDAH contribuíram para tornar o metilfenidato o principal medicamento utilizado no tratamento desse transtorno. No Brasil, a produção e importação da substância aumentaram cerca de 373% em dez anos, posicionando o país como o segundo maior consumidor mundial, atrás apenas dos Estados Unidos. Esse crescimento acentuado reflete tanto o aumento das indicações terapêuticas quanto o uso extrapolado para fins não médicos, o que suscita relevantes discussões sobre os impactos farmacológicos, sociais e clínicos do uso indiscriminado da Ritalina na população brasileira.
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