OPÇÕES TERAPÊUTICAS PARA A EPILEPSIA REFRATÁRIA: UMA REVISÃO DE LITERATURA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v11i11.21948Palabras clave:
Epilepsia Refratária. Tratamento. Eficácia. Tolerabilidade.Resumen
A epilepsia afeta cerca de 50 milhões de pessoas no mundo e caracteriza-se por crises recorrentes decorrentes de descargas neurais excessivas e síncronas. Esses pacientes apresentam maior risco de traumas, distúrbios psiquiátricos, redução da qualidade de vida, morbidade e mortalidade prematura, configurando um importante desafio de saúde pública. Nesse contexto, novas opções terapêuticas para epilepsia refratária têm sido estudadas, incluindo estimulação cerebral, canabidiol, estimulação elétrica transcraniana, dietas e novos fármacos, como levetiracetam, soticlestat, fenfluramina, padsevonil e cenobamate. O objetivo desta revisão foi analisar a eficácia e a tolerabilidade dessas abordagens em pacientes com demanda terapêutica não suprida. A busca foi realizada nas bases Lilacs e PubMed, utilizando os descritores “drug resistant epilepsy” e “treatment”, utilizando o operador “AND” com artigos publicados de 2019 a 2014, de acesso livre, do tipo ensaio clínico e ensaio clínico controlado. Foram selecionados 32 estudos. Entre eles, 10 demonstraram que o canabidiol e derivados são seguros, bem tolerados e eficazes na redução das crises, apesar de efeitos como sonolência e diarreia. Cinco estudos destacaram a estimulação cerebral como eficaz e segura. Sete trabalhos relataram boa resposta das dietas, sobretudo como terapia adjuvante. Entre os fármacos, fenfluramina, soticlestat, cenobamate, eslicarbazepina e levetiracetam mostraram benefícios, enquanto ataluren, natalizumabe, padsevonil e triheptanoína não apresentaram resultados significativos. Conclui-se que canabidiol, estimulação cerebral e dietas cetogênicas são terapias promissoras, e alguns fármacos recentes mostram potencial. Entretanto, persiste a necessidade de novos estudos para ampliar as opções eficazes no manejo da epilepsia refratária.
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