DISCINESIAS INDUZIDAS POR LEVODOPA: TRANSIÇÃO DE HIPOCINESIA PARA HIPERCINESIA NA DOENÇA DE PARKINSON
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i9.30323Palavras-chave:
Doença de Parkinson. Discinesias; Levodopa.Resumo
A Doença de Parkinson é uma enfermidade neurodegenerativa caracterizada por alterações motoras decorrentes da degeneração de neurônios dopaminérgicos. A Levodopa permanece como o tratamento mais eficaz para o controle dos sintomas motores, porém seu uso prolongado associa-se ao desenvolvimento de discinesias, caracterizadas por movimentos involuntários e flutuações motoras que comprometem a qualidade de vida. Este estudo teve como objetivo analisar os mecanismos fisiopatológicos e os desfechos clínicos relacionados à transição da hipocinesia para a hipercinesia em pacientes com Doença de Parkinson tratados com Levodopa. Trata-se de uma revisão bibliográfica narrativa, de abordagem qualitativa, realizada na base PubMed, incluindo estudos publicados entre 2017 e 2025, nos idiomas português, inglês, espanhol e francês. Após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, 11 artigos compuseram a amostra final. Os resultados demonstraram associação das discinesias com a degeneração progressiva da via nigroestriatal, a estimulação dopaminérgica pulsátil, alterações da plasticidade sináptica e o envolvimento de vias serotoninérgicas, glutamatérgicas e inflamatórias. Clinicamente, observaram-se movimentos involuntários, flutuações motoras e prejuízo funcional progressivo. Conclui-se que as discinesias induzidas por Levodopa constituem importante desafio terapêutico, exigindo estratégias individualizadas para reduzir seus impactos funcionais e melhorar o controle dos sintomas, a funcionalidade e a qualidade de vida dos pacientes.
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