TRATAMENTO LAPAROSCÓPICO VERSUS CIRURGIA ABERTA NA ÚLCERA PÉPTICA PERFURADA: COMPARAÇÃO DOS DESFECHOS PÓS-OPERATÓRIOS
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.29989Palavras-chave:
Úlcera péptica perfurada. laparoscopia. laparotomia. cirurgia de emergência. complicações pós-operatórias.Resumo
A úlcera péptica perfurada constitui uma emergência cirúrgica associada a elevada morbimortalidade, decorrente principalmente de peritonite, sepse e deterioração fisiológica progressiva. Embora a cirurgia aberta permaneça amplamente utilizada, o tratamento laparoscópico vem ganhando espaço devido ao potencial de reduzir trauma cirúrgico e complicações pós-operatórias. O objetivo deste estudo foi comparar os principais desfechos pós-operatórios associados ao tratamento laparoscópico e à cirurgia aberta na abordagem da úlcera péptica perfurada. Foi realizada uma revisão integrativa da literatura, com busca nas bases PubMed/MEDLINE, Scopus, Web of Science, LILACS e SciELO, priorizando estudos publicados entre 2020 e 2026. Foram analisados estudos observacionais, ensaios clínicos, revisões sistemáticas e meta-análises que compararam diretamente as duas abordagens. Os resultados demonstraram que a laparoscopia apresenta associação com menor incidência de complicações da ferida operatória, menor tempo de hospitalização, menor dor pós-operatória e, em algumas sínteses recentes, menor mortalidade. Entretanto, os resultados referentes a vazamento da rafia, abscesso intra-abdominal, reoperação, complicações respiratórias e tempo operatório permanecem menos uniformes. Estudos observacionais também sugerem melhor recuperação funcional e qualidade de vida após o procedimento laparoscópico. A seleção dos pacientes, a estabilidade hemodinâmica, o tamanho e localização da perfuração, a experiência da equipe e a disponibilidade de recursos influenciam diretamente a escolha da técnica. Conclui-se que a abordagem laparoscópica apresenta vantagens relevantes em pacientes adequadamente selecionados, sem demonstrar superioridade absoluta em todos os desfechos. A cirurgia aberta permanece essencial, especialmente diante de instabilidade clínica, limitações técnicas ou necessidade de controle rápido da contaminação abdominal.
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