ANÁLISE TEMPORAL E DEMOGRÁFICA DA EPIDEMIOLOGIA DA TOXOPLASMOSE CONGÊNITA NO BRASIL (2019-2024)

Autores

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i4.26026

Palavras-chave:

Toxoplasmose Congênita. Epidemiologia. Análise Temporal. Vigilância em Saúde. Saúde Pública.

Resumo

A toxoplasmose congênita permanece como um relevante problema de saúde pública no Brasil, devido ao potencial de causar complicações neonatais e impactos no desenvolvimento infantil. Este estudo teve como objetivo analisar a tendência temporal e o perfil demográfico dos casos de toxoplasmose congênita no Brasil, no período de 2019 a 2024. Trata-se de um estudo epidemiológico, ecológico, descritivo e retrospectivo, de abordagem quantitativa, com dados secundários obtidos do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN). Foram incluídos casos confirmados no período analisado, sendo avaliadas variáveis como ano de notificação, região geográfica e evolução dos casos. A análise estatística incluiu medidas descritivas, cálculo da variação percentual anual (VPA), testes de normalidade, além de análises inferenciais com nível de significância de 5%. Os resultados evidenciaram aumento expressivo no número absoluto de casos ao longo da série histórica, com destaque para a região Nordeste, que apresentou maior crescimento. Apesar disso, a análise de tendência indicou padrão estacionário, sem significância estatística (p>0,05). Observou-se redução proporcional dos casos confirmados e aumento dos descartados, sugerindo ampliação da triagem e maior rigor diagnóstico. Em relação aos desfechos, houve crescimento dos casos de cura, mantendo-se como principal evolução, enquanto os óbitos permaneceram em menor magnitude. Contudo, verificou-se aumento concomitante dos registros ignorados/em branco, indicando limitações na qualidade dos dados. Conclui-se que, embora haja aumento das notificações de toxoplasmose congênita no Brasil, a tendência permanece estatisticamente estável. Os achados reforçam a necessidade de fortalecimento da vigilância epidemiológica, melhoria na qualidade dos registros e ampliação do diagnóstico precoce, visando aprimorar o controle da doença e reduzir seus impactos na saúde pública.

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Biografia do Autor

Francisco de Assis da Silva Sousa, Centro Universitário Santo Agostinho

Graduação em Enfermagem pelo Centro Universitário Santo Agostinho.

Caio Ferreira de Jesus, FAAMA

Discente de Enfermagem da Faculdade Adventista da Amazônia (FAAMA).

Mateus Henrique Dias Guimarães, ISH

International Epidemiological Association (IEA) and Trainee of International Society of Hypertension (ISH);

Camila Nunes Carvalho, UFAL

Odontologia - Universidade Federal de Alagoas (Ufal)

Pedro Henrique Sousa da Silva, UNINOVAFAPI

Médico pelo Centro Universitário Uninovafapi.

Samuel Freitas Soares, Universidade Federal do Paraná

Doutor em Enfermagem pela Universidade Federal do Paraná.

Victorya Aparecida de Siqueira, UENP

Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP).

Rafael Furlanetto, UFFS

Graduação em Medicina pela UFFS.

Maria Joana Pereira Galvão, Centro de Ensino Superior dos Campos Gerais

Medicina veterinária - Centro de Ensino Superior dos Campos Gerais (Cescag)

Elonice Melo de Sousa Gonçalves, Universidade Federal do Piauí

Docente da Universidade Federal do Piauí.

Ana Carolina Alves de Andrade Silva, Universidade Federal de São Paulo

Especialização em Patologias do Trato Genital Inferior pela Universidade Federal de São Paulo.

Avelar Alves da Silva, Universidade Federal do Piauí

Docente da Universidade Federal do Piauí.

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Publicado

2026-04-16

Como Citar

Sousa, F. de A. da S., Jesus, C. F. de, Guimarães, M. H. D., Carvalho, C. N., Silva, P. H. S. da, Soares, S. F., … Silva, A. A. da. (2026). ANÁLISE TEMPORAL E DEMOGRÁFICA DA EPIDEMIOLOGIA DA TOXOPLASMOSE CONGÊNITA NO BRASIL (2019-2024). Revista Ibero-Americana De Humanidades, Ciências E Educação, 12(4), 1–14. https://doi.org/10.51891/rease.v12i4.26026