MODULAÇÃO DA MICROBIOTA INTESTINAL E SEUS EFEITOS NA SAÚDE MENTAL
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i4.25943Palavras-chave:
Microbiota Gastrointestinal. Saúde Mental. Probióticos. Disbiose. Eixo Intestino-Cérebro.Resumo
A comunicação bidirecional entre o trato gastrointestinal e o sistema nervoso central, denominada eixo intestino-cérebro, consolidou-se como um campo de estudo vital para a compreensão da saúde mental contemporânea. O objetivo deste trabalho foi revisar a literatura científica acerca dos efeitos da modulação da microbiota intestinal na saúde mental, destacando mecanismos fisiopatológicos e intervenções terapêuticas. Para tanto, realizou-se uma revisão integrativa da literatura nas bases de dados PubMed, SciELO e Latindex, selecionando estudos publicados entre os anos de 2020 e 2026. Os resultados e a discussão demonstram que a disbiose intestinal promove o aumento da permeabilidade epitelial e a translocação de endotoxinas, resultando em neuroinflamação de baixo grau e alteração no metabolismo de neurotransmissores como a serotonina. Evidenciou-se que dietas ricas em ultraprocessados degradam a diversidade microbiana, enquanto o uso de psicobióticos e prebióticos apresentou eficácia na redução de escores de ansiedade e depressão, além de otimizar a sinalização via nervo vago. Conclui-se que a saúde mental é indissociável da eubiose intestinal, e que a modulação do microbioma via suporte nutricional e suplementação personalizada constitui uma estratégia terapêutica indispensável para a psiquiatria moderna e integrativa.
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