DEMOCRACIA E DELIBERAÇÃO NA ERA DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL: O PODER DAS BIG TECHS, AS REVOLUÇÕES DIGITAIS E A POLÍTICA DO APITO PARA CÃO
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i3.25278Palabras clave:
Democracia. Deliberação. Inteligência artificial. Big Techs.Resumen
O objetivo geral do artigo foi estudar as plataformas sociais e as transformações políticas operadas pela Inteligência Artificial (IA). Com enfoque metodológico quali-quantitativa, combinando análises bibliográfica, estatística e conceitual, concluiu-se que a internet é um território livre e autônomo que permite o engajamento dos cidadãos. As revoluções digitais que varreram governos autocratas atestam essa autonomia. Todavia, o controle e vigilância exercidos pelas Big Techs limitam drasticamente essa autonomia. Tal poder decorre de duas razões: primeiro, as Big Techs são poderosos blocos econômicos de poder geopolítico e finanças globais cujos projetos são de dominar o mundo. Segundo, baseado no extrativismo de dados, as Big Techs impõem modelos matemáticos de predição cuja pretensão é realizar uma política neutra ideologicamente e de racionalidade sinóptica. Essa pretensão não passa de uma política de gerenciamento de efeitos, em oposição à política democrática de busca das causas dos problemas. Os modelos de predição algorítmicos transformaram as comunicações políticas. Na lógica da política do apito para cão, as mensagens são personalizadas e direcionadas aos cidadãos mais cobiçados. São modelos de opiniões embutidas em matemática que refletem escolhas, objetivos e ideologias dos construtores. Estes modelos enfraquecem as forças da política de centro e reforçam os extremos do espectro político.
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