A AVALIAÇÃO NEUROPSICOLÓGICA NA IDENTIFICAÇÃO PRECOCE DO TEA: DIRETRIZES, DESENVOLVIMENTO INFANTIL E PRÁTICA HUMANIZADA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i11.31905Palavras-chave:
Neuropsicologia, Transtorno do espectro autista, Avaliação infantil, Ludicidade, PsicodiagnósticoResumo
A identificação precoce do Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um desafio central nas áreas da saúde e da educação, principalmente porque, nos primeiros anos de vida, os sinais costumam ser sutis e variam significativamente entre as crianças. Frente à crescente prevalência do transtorno e ao seu impacto no desenvolvimento infantil, torna-se essencial investigar práticas de avaliação capazes de detectar alterações cognitivas e comportamentais ainda na primeira infância. Nesse cenário, a neuropsicologia se destaca por oferecer instrumentos e procedimentos clínicos sensíveis, permitindo compreender padrões atípicos de atenção, linguagem, funções executivas e interação social. Assim, a pesquisa se justifica pela necessidade de compreender como o auxílio neuropsicológico aprimora a detecção precoce do TEA. O problema central que orienta o estudo questiona: de que forma a avaliação neuropsicológica contribui para o reconhecimento inicial de sinais do TEA em crianças?.O objetivo geral consiste em analisar o papel da neuropsicologia na identificação precoce do TEA. Entre os objetivos específicos, destacam-se: compreender a função do neuropsicólogo, articular os marcos do desenvolvimento infantil e a ludicidade como ferramentas de observação técnica e discutir o psicodiagnóstico fundamentado no rigor de instrumentos padronizados e na prática humanizada. A hipótese considera que avaliações neuropsicológicas bem estruturadas aumentam a precisão diagnóstica e favorecem intervenções precoces mais eficazes. Metodologicamente, trata-se de uma revisão narrativa, de natureza qualitativa e de caráter exploratório-descritivo. A busca bibliográfica foi realizada nas bases SciELO e PubMed, utilizando os descritores “neuropsicologia”, “identificação precoce”, “TEA”, “avaliação cognitiva” e “desenvolvimento infantil”. Foram incluídos estudos publicados entre 2015 e 2025 que abordassem a avaliação neuropsicológica no diagnóstico do TEA, excluindo-se trabalhos desatualizados. Conclui-se que a atuação neuropsicológica articula a observação dos marcos do desenvolvimento e da ludicidade, o rigor técnico do uso de protocolos validados no Brasil e o acolhimento empático às famílias durante a entrevista devolutiva.
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