JOGOS DE AZAR E O SOFRIMENTO PSÍQUICO: UMA COMPREENSÃO À LUZ DA ABORDAGEM CENTRADA NA PESSOA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i10.31328Palavras-chave:
Jogos de azar, Apostas on-line, Sofrimento psíquico, Abordagem Centrada na Pessoa, Carl RogersResumo
O presente artigo discute a relação entre jogos de azar on-line e sofrimento psíquico a partir da Abordagem Centrada na Pessoa (ACP). A expansão das plataformas digitais de apostas modificou o acesso aos jogos e trouxe novos desafios para a saúde mental, as relações familiares e a vida financeira. Embora apostar possa fazer parte do lazer, o comportamento problemático de jogo pode envolver perda de controle, endividamento, conflitos, isolamento e sofrimento emocional. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, exploratória e descritiva, desenvolvida por meio de revisão bibliográfica narrativa de artigos, livros e documentos oficiais sobre jogos de apostas, saúde mental, políticas públicas e ACP. A discussão foi organizada em três eixos: a expansão das apostas e a regulamentação brasileira; o jogo como possível tentativa de lidar com angústias, frustrações e solidão; e o cuidado psicológico fundamentado na empatia, na congruência, na consideração positiva incondicional e na escuta da experiência. Argumenta-se que a aposta não deve ser compreendida apenas como falha moral, impulsividade ou mecanismo neurobiológico, mas como um comportamento que adquire sentidos singulares na história de cada pessoa. A perspectiva rogeriana contribui para uma compreensão não estigmatizante, sem negar a responsabilidade, os prejuízos e a necessidade de proteção social e cuidado em saúde mental.
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