DO PERCURSO ACADÊMICO AO CHÃO DA ESCOLA: MEMÓRIAS E REFLEXÕES DE EGRESSOS DE LICENCIATURA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i11.31763Palavras-chave:
Formação inicial, História oral, Memória docente, Institutos federais, Identidade profissionalResumo
Este artigo analisou as memórias de doze egressos de um curso de Licenciatura de um Instituto Federal (IF) situado no interior do Rio Grande do Sul, investigando os impactos dessas lembranças na constituição de suas identidades docentes. A pesquisa está vinculada a estudos desenvolvidos junto ao Grupo de Pesquisa Mnemosine e é orientada por uma abordagem qualitativa, utilizando como aporte metodológico a História Oral Temática e a Análise de Conteúdo. O referencial teórico ancorou-se nos conceitos de memória e identidade social de Pollak (1992), história oral de Meihy e Holanda (2015), epistemologia da memória educacional de Ferreira (2015), articulação entre memória e projeto de Ciavatta (2005) e quadros sociais da memória de Halbwachs (2006). Os resultados evidenciaram que as memórias positivas se concentram na vivência prática proporcionada pelos estágios supervisionados e programas institucionais (PIBID e Residência Pedagógica), bem como no fortalecimento de laços de cooperação e afeto no ambiente acadêmico. Por outro lado, as memórias negativas desvelaram fraturas didático-pedagógicas na atuação de alguns formadores, a ansiedade gerada por disciplinas de alto grau de abstração e os impactos do ensino remoto emergencial. As sugestões dos egressos reivindicam maior humanização do ensino e flexibilização curricular. Conclui-se que o ato de rememorar atua como um trabalho de enquadramento da memória (POLLAK, 1992), no qual os egressos ressignificam os desafios enfrentados para projetar uma práxis docente pautada na empatia, no acolhimento e no protagonismo estudantil (CIAVATTA, 2005).
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